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Digitalização da Saúde: O Plano do Grupo Sabin para Crescer

Digitalização da Saúde: O Plano do Grupo Sabin para Crescer

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Grupo Sabin planeja alcançar R$ 2 bilhões com digitalização da saúde no Brasil

Em uma entrevista exclusiva, a presidente do Grupo Sabin, Lídia Abdalla, detalha o ambicioso projeto de expansão previsto para 2026, que inclui o lançamento de laboratórios digitais em áreas remotas do país.

O Grupo Sabin, reconhecido por sua atuação em medicina diagnóstica e serviços integrados de saúde, tem investido em inovação para facilitar o atendimento aos clientes. Recentemente, inaugurou a primeira unidade digital de laboratório do Brasil em Brasília, que elimina etapas tradicionais como fila e balcão, proporcionando rapidez e conveniência por meio de recursos digitais, como totens para impressão de etiquetas no local da coleta.

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Este laboratório digital, inaugurado em outubro de 2025, contou com um aporte de R$ 1,5 milhão somente em infraestrutura e se tornou peça-chave no plano de crescimento da companhia para 2026, que prevê a abertura de 16 novas unidades, adotando modelos híbridos, misturando atendimento presencial com etapas digitais.

Lídia Abdalla destaca que a transformação digital do grupo está concentrada no pré-atendimento, mantendo a coleta de exames com profissionais especializados, valorizando o contato humano. A CEO enfatiza que, embora a automação seja uma tendência futura, o cuidado humano segue sendo prioritário nessa etapa.

O desempenho financeiro da companhia reflete essa estratégia: em 2025, o Grupo Sabin cresceu aproximadamente 10,5% em relação a 2024, atingindo R$ 1,97 bilhão de receita. Para o ano seguinte, a meta é alcançar uma expansão de 12%, com a expectativa de consolidar o modelo híbrido como padrão para melhorar a experiência dos clientes.

Presença nacional e expansão para regiões remotas

Com uma origem modesta iniciada em Brasília, o Grupo Sabin expandiu-se significativamente. Atualmente, atende cerca de 7 milhões de clientes em 14 estados e no Distrito Federal, com 362 unidades distribuídas em 78 cidades e um quadro de mais de 7.400 colaboradores.

A diversificação geográfica não se limitou a grandes centros urbanos. Desde 2012, a empresa vem ampliando sua atuação em regiões interiores do país, como o interior paulista (Vale do Paraíba, Campinas, Ribeirão Preto, Franca), o Triângulo Mineiro em Minas Gerais, e cidades do Norte como Manaus e Boa Vista, além do Centro-Oeste, especialmente em regiões ligadas ao agronegócio.

Para alcançar essas localidades, o Grupo Sabin enfrentou desafios logísticos complexos, incluindo transporte de equipamentos até por via fluvial, ressaltando o compromisso em expandir o acesso à saúde de qualidade onde quer que seja necessário.

Investimento em tecnologia e novos modelos de atendimento

Além da unidade digital em Brasília, o Grupo Sabin tem investido há mais de uma década em soluções tecnológicas, como automação de exames e plataformas digitais para relacionamento com pacientes, focando em agilidade sem abrir mão da humanização.

Dentre as plataformas digitais destacam-se a Rita Saúde, que coordena o cuidado integral, e a Amparo Saúde, especializada em atenção primária e prevenção, com forte presença no mercado corporativo.

Segundo Abdalla, a pandemia influenciou a cultura de saúde no Brasil, aumentando o foco em prevenção, longevidade e qualidade de vida. Esse cenário impulsionou um crescimento de 25% no atendimento domiciliar entre 2024 e 2025, refletindo a demanda por conveniência aliada ao acolhimento humano, especialmente em situações delicadas para os pacientes.

Redução de insumos e descentralização dos exames

O uso de tecnologia também impacta positivamente a produtividade, segurança e sustentabilidade do Grupo Sabin. Em 2025, a modernização da plataforma central de processamento de exames em Brasília proporcionou um aumento de cerca de 20% na capacidade produtiva.

Com foco ambiental, a empresa estima reduzir em aproximadamente 1,2 milhão por ano a quantidade de tubos plásticos usados na coleta de sangue a partir de 2026, minimizando o descarte e a necessidade de incineração, além de tornar o procedimento mais confortável para o paciente.

Outro avanço importante é a atualização tecnológica em 29 núcleos operacionais pelo país, o que permitirá processar até 95% dos exames localmente. Essa descentralização acelera os resultados clínicos, oferecendo respostas rápidas e mantendo o padrão de qualidade independentemente da região brasileira atendida.

Estratégia financeira e de governança

O crescimento do Grupo Sabin tem sido sustentado principalmente pela geração interna de caixa e aporte dos acionistas, embora a empresa tenha utilizado emissões de dívida como fonte de capital complementar. Por enquanto, a abertura de capital não está nos planos da companhia.

Abdalla enfatiza a governança robusta do Grupo, comparável a companhias listadas, com estrutura de conselho de administração ativo, auditoria externa independente e comitês estratégicos. A preferência atual é manter a flexibilidade para avançar em seu ritmo de expansão.

Demanda estável na saúde e novo perfil do consumidor

Apesar dos cenários econômicos e políticos incertos, como eleições e eventos como a Copa do Mundo, a CEO acredita que o setor de saúde manterá estabilidade e resiliência no volume de demanda, podendo sofrer apenas variações sazonais.

O crescimento da medicina diagnóstica no Brasil está diretamente ligado a fatores estruturais: envelhecimento populacional, maior consciência preventiva, ampliação do acesso e busca por conveniência proporcionada pela digitalização.

Segundo Lídia Abdalla, a experiência do paciente deve unir facilidade, conforto e acolhimento, considerando o tratamento humano como fundamental na jornada de cuidados.

História e legado do Grupo Sabin

Fundado em 1984 em Brasília pelas farmacêuticas bioquímicas Janete Vaz e Sandra Costa, o Grupo Sabin iniciou suas atividades como um laboratório de análises clínicas focado em exames de rotina.

Em 2005, criou o Instituto Sabin, responsável por ações sociais e projetos de impacto comunitário, reforçando sua atuação em responsabilidade social corporativa. A CEO destaca que oferecer saúde de qualidade não é apenas uma ação filantrópica, mas também uma oportunidade de negócio aliada a um impacto social significativo.

A partir de 2007, consolidando-se como o maior laboratório de Brasília, o grupo deu início a sua expansão nacional, ampliando unidades locais e adquirindo empresas regionais para disputar mercado com grandes nomes como Dasa, Grupo Fleury e Hermes Pardini.

No presente, o desafio para o Grupo Sabin é transformar a experiência do acesso à saúde do brasileiro, oferecendo soluções humanizadas em um ambiente cada vez mais digital.

Fonte

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