Jerome Powell enfrenta ameaça criminal e acusa Trump de retaliação por política de juros
O início da semana nos Estados Unidos trouxe uma notícia impactante para os mercados. Na noite de domingo, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), declarou que recebeu uma intimação do Departamento de Justiça que inclui uma ameaça de processo criminal.
O episódio estaria relacionado a uma reforma no valor de US$ 2,5 bilhões para a sede do Fed em Washington, D.C., e também a depoimentos prestados por Powell ao Congresso em junho. Entretanto, em vídeo divulgado pelo próprio Fed, Powell destacou que a ameaça não está efetivamente ligada ao seu depoimento ou às obras no edifício, mas sim a divergências sobre o direcionamento da política monetária adotada pela instituição.
Segundo Powell, “essa nova ameaça não tem relação com meu depoimento nem com as reformas do prédio do Federal Reserve. Trata-se de pretextos que ignoram o papel do Fed em definir as taxas de juros com base em avaliações técnicas para o bem público, e não para atender a inclinações políticas do presidente”.
Desde o início de seu segundo mandato, o ex-presidente Donald Trump pressiona o Fed para promover reduções nas taxas de juros americanas. Apesar de algumas reduções já feitas, o Fed continua a agir com cautela diante de uma inflação ainda alta e um mercado de trabalho aquecido nos Estados Unidos.
Powell lembrou que já trabalhou sob quatro administrações distintas, tanto republicanas quanto democratas, sempre mantendo sua atuação independente e focada no mandato do Fed, que visa a estabilidade dos preços e o pleno emprego.
“Servir ao público requer por vezes firmeza diante de ameaças. Continuarei a desempenhar minhas funções com integridade e compromisso para com o povo americano”, afirmou o presidente do Fed.
Desempenho do mercado brasileiro nesta segunda-feira
No encerramento do último pregão, o Ibovespa finalizou com alta de 0,27%, alcançando 163.370,31 pontos, e acumulou um ganho de 1,77% na última semana. Já o dólar à vista recuou 0,43%, ficando cotado a R$ 5,3658, registrando desvalorização de 1,10% frente ao real na semana.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado na Bolsa de Nova York, subiu 0,30% no pré-mercado, cotado a US$ 33,16.
Panorama nos mercados internacionais
As bolsas asiáticas encerraram o pregão com cotações positivas, enquanto os principais índices europeus operam sem direção definida. Os futuros dos mercados de Nova York mostravam queda.
O petróleo opera sem tendência clara nesta manhã, com o Brent cotado a US$ 63,22 o barril e o WTI a US$ 58,95 o barril. Já o mercado de criptomoedas apresenta leve alta, com o bitcoin permanecendo estável próximo a US$ 90 mil e o ethereum avançando 0,4%, negociado a US$ 3,1 mil.
Agenda de indicadores e eventos para hoje
Indicadores econômicos:
- 05h: Brasil – Prévia do IPC-Fipe
- 08h: Brasil – Prévia do IGP-M
- 08h25: Brasil – Relatório Focus
- 15h: Brasil – Balança comercial semanal
Agenda política:
- 09h: Ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Secretária-Executiva, Miriam Belchior
- 11h: Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira
- 15h: Secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick
Outros compromissos: A agenda do ministro Fernando Haddad não foi divulgada. Às 14h, Gabriel Galípolo participará de reunião com membros do Tribunal de Contas da União e demais autoridades.
Resumo dos principais mercados nesta manhã
Bolsas asiáticas:
- Tóquio/Nikkei: +1,61%
- Hong Kong/Hang Seng: +1,44%
- Xangai: +1,09%
Bolsas europeias (ao abrir):
- Londres/FTSE100: -0,02%
- Frankfurt/DAX: +0,08%
- Paris/CAC 40: -0,31%
Futuros em Wall Street:
- Nasdaq: -1,01%
- S&P 500: -0,74%
- Dow Jones: -0,77%
Commodities:
- Petróleo Brent: -0,19%, US$ 63,22 por barril
- Petróleo WTI: +0,03%, US$ 58,95 por barril
- Minério de ferro: +0,92%, US$ 117,95 por tonelada em Dalian, China
- Ouro: +2,21%, US$ 4.600,26 por onça-troy
Criptomoedas:
- Bitcoin (BTC): estável, US$ 90.610,30
- Ethereum (ETH): +0,4%, US$ 3.112,82



