Fórum Econômico Mundial pode sair de Davos após mais de cinco décadas
O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Suíça, pode mudar sua localização após mais de 50 anos sediando o evento na cidade. Larry Fink, co-diretor do encontro e CEO da BlackRock, sugeriu a possibilidade de alternar a sede do Fórum para diferentes lugares do mundo. Entre as cidades apontadas como candidatas estão Buenos Aires, Detroit, Dublin e Jacarta.
Proposta de expansão e acesso ampliado
Em postagem no LinkedIn, Fink afirmou que o Fórum precisa marcar presença e ouvir diretamente onde as transformações globais estão efetivamente ocorrendo, o que implica uma crítica indireta ao isolamento de Davos. Além de considerar a mudança geográfica, ele defende abrir o espaço do evento para outras vozes e realidades além dos tradicionais líderes políticos e grandes empresários, ideia que também recebe apoio de André Hoffmann, co-presidente do Fórum e membro do conselho da farmacêutica Roche.
Contexto de reinvenção após saída do fundador
Essa iniciativa ganha ainda mais relevância após a saída de Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, que se afastou do cargo recentemente, mesmo depois de ter sido inocentado em investigações sobre denúncia de má conduta. A nova gestão revisita o modelo do evento, propondo mudanças para seu futuro.
Impacto para Davos e economia local
Uma eventual mudança nas sedes pode afetar diretamente a economia da cidade suíça. Estudos da Universidade de St. Gallen indicam que o evento de 2017 gerou aproximadamente 60 milhões de francos suíços para Davos, além de 2 milhões em impostos para o município. Embora o Fórum confirme manter a edição deste ano em Davos e esteja satisfeito com a parceria suíça, fontes consultadas pelo Financial Times revelam que debates internos sobre novas localizações já estão em andamento.
Histórico e precedentes do evento
Em mais de meio século, o Fórum deixou Davos apenas uma vez: em 2002, quando a edição foi realizada em Nova York como forma de homenagear as vítimas dos atentados de 11 de setembro. Durante a pandemia, em 2021, foi considerada a possibilidade de sediar a reunião em Singapura, mas esta edição foi cancelada. Atualmente, com um recorde de chefes de Estado confirmados para a edição em curso e a participação do presidente americano Donald Trump, o Fórum segue com grande relevância, mas o centro das discussões globais pode estar prestes a mudar de endereço.



