Futuros em Nova York começam 2026 em alta impulsionados por ações de inteligência artificial
O início de 2026 no mercado financeiro americano traz uma sensação familiar, com as ações relacionadas à inteligência artificial ganhando força e levando os principais índices futuros de Nova York a abrirem a primeira sessão do ano em alta nesta sexta-feira (2). Essa recuperação ocorre após uma queda observada na quarta-feira, que havia encerrado 2025 com ganhos expressivos, principalmente impulsionados pelo entusiasmo em relação à IA.
Na Ásia, os mercados iniciaram o ano com o melhor desempenho desde 2012, enquanto na Europa os contratos futuros do índice Stoxx 600 apresentaram valorização, acompanhados também pelos contratos do S&P 500 nos EUA.
Essa movimentação também refletiu na valorização dos metais preciosos e no aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, configurando um ambiente de maior apetite ao risco entre os investidores.
Panorama dos Estados Unidos
Os contratos futuros do Nasdaq 100 avançaram mais de 1% motivados por notícias positivas vindas da Ásia sobre avanços no setor de inteligência artificial. Paralelamente, o rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em 30 anos atingiu seu maior patamar desde setembro, sinalizando expectativas mais otimistas quanto ao crescimento econômico local e, consequentemente, uma menor busca por ativos considerados porto seguro.
A tecnologia e o segmento de IA foram protagonistas durante 2025, contribuindo para que as bolsas americanas acumulassem ganhos expressivos por três anos consecutivos. Contudo, os investidores ainda mantêm cautela devido às incertezas acerca da política monetária americana e aos altos níveis de avaliação das empresas do setor tecnológico.
Desempenho dos principais futuros nos EUA:
- Dow Jones Futuro: alta de 0,36%
- S&P 500 Futuro: alta de 0,64%
- Nasdaq Futuro: alta de 1,07%
Mercados na Ásia e Pacífico
Destaque para o setor chinês de IA, com a fabricante de chips Shanghai Biren Technology registrando uma valorização de 76% em sua estreia na bolsa de Hong Kong. A Baidu também apresentou ganho após sua unidade dedicada a chips de inteligência artificial protocolar pedido confidencial para abertura de capital. Adicionalmente, a empresa DeepSeek gerou otimismo ao divulgar um estudo propondo uma metodologia mais eficiente para o desenvolvimento de modelos de IA.
Indicadores dos principais mercados asiáticos (com bolsas abertas):
- Hang Seng Index (Hong Kong): +2,76%
- Nifty 50 (Índia): +0,65%
- Shanghai SE (China): +0,09%
- ASX 200 (Austrália): +0,15%
O mercado japonês (Nikkei) permanece fechado.
Desempenho na Europa
Na Europa, a Bolsa de Londres se destacou, com o índice FTSE 100 ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil pontos na sexta-feira (2), ampliando a valorização consequente de um desempenho sólido durante 2025.
O índice paneuropeu Stoxx 600 também operava em alta na casa dos 0,6%, com a maioria dos setores e bolsas principais apresentando ganhos. As ações ligadas ao setor de mineração estiveram entre os maiores destaques, chegando a subir cerca de 0,9%.
Principais índices europeus nesta sexta-feira (2):
- DAX (Alemanha): +0,48%
- STOXX 600: +0,61%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,72%
- CAC 40 (França): +0,61%
- FTSE MIB (Itália): +0,59%
Commodities em foco
Os preços do petróleo registraram uma leve queda, mesmo após ataques realizados por drones ucranianos em instalações petrolíferas da Rússia e maior pressão dos Estados Unidos sobre as exportações de petróleo da Venezuela.
Na quarta-feira, o governo americano anunciou novas sanções contra quatro empresas e navios-tanque do setor petrolífero venezuelano, reforçando a estratégia para aumentar a pressão sobre o governo do presidente Nicolás Maduro.
Valores das principais commodities e criptoativos:
- Petróleo Brent: recuo de 0,59%, cotado a US$ 60,51 por barril
- Petróleo WTI: queda de 0,59%, negociado a US$ 57,08 por barril
- Bitcoin (BTC): alta de 1,06%, cotado a US$ 89.135 em relação à última cotação de 24 horas
(Informações obtidas com Reuters e Bloomberg)



