Heineken Anuncia Corte De Empregos Por Queda Na Demanda

Heineken Anuncia Corte De Empregos Por Queda Na Demanda

Heineken anuncia corte de até 6.000 empregos devido à redução na demanda por cerveja

A Heineken divulgou que pretende eliminar até 6.000 vagas de trabalho em sua equipe global como resposta à desaceleração no consumo de cerveja. Essa medida implica a redução de quase 7% do quadro global da empresa, que conta atualmente com cerca de 87.000 colaboradores, tornando-a a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado. A decisão vem em um momento de busca por um novo CEO após a inesperada saída de Dolf van den Brink em janeiro.

A companhia, conhecida por marcas como Tiger, Amstel e a cerveja Heineken, planeja focar em um crescimento mais eficiente, empregando menos recursos para alcançar maiores resultados, em uma tentativa de atender aos investidores que criticam sua performance em termos de produtividade.

No cenário atual, o setor cervejeiro enfrenta um recuo nas vendas devido às dificuldades econômicas dos consumidores e condições climáticas desfavoráveis. Outras empresas do segmento, como a Carlsberg, também anunciaram cortes de pessoal, além de adotarem estratégias como corte de gastos, venda de ativos e redução da produção após anos de lenta performance comercial.

As ações da Heineken apresentaram alta de 4% após o anúncio, acumulando um ganho próximo de 7% desde o final de 2025.

Medidas para aumento da produtividade

A empresa informou que sua iniciativa para aumento da produtividade resultará em economias significativas, com a expectativa de reduzir entre 5.000 e 6.000 postos ao redor do mundo nos próximos dois anos. De acordo com o diretor financeiro Harold van den Broek, a decisão tem por objetivo fortalecer a operação da Heineken e permitir investimentos focados no crescimento futuro.

Os cortes devem ocorrer principalmente na Europa e em mercados considerados não prioritários, onde as perspectivas de expansão são limitadas. Além disso, parte das demissões será decorrente de programas previamente anunciados que envolvem a cadeia de suprimentos, escritórios centrais e unidades regionais da companhia.

Para 2026, a Heineken projeta um crescimento mais modesto nos lucros, estimado entre 2% e 6%, inferior à faixa de 4% a 8% prevista para 2025. Esse cenário de receita também é compartilhado pela concorrente Carlsberg, que apontou crescimento similar para o próximo ano. No último exercício, a Heineken reportou lucro operacional orgânico com alta de 4,4%, superando a expectativa dos analistas de 4%.

Fonte

Rolar para cima