Ibovespa B3 registra alta de 2% e alcança novo recorde próximo aos 190 mil pontos; dólar fecha em R$ 5,18
Na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, o Ibovespa B3 atingiu a marca histórica dos 190 mil pontos durante o pregão. Apesar de recuar levemente do pico intradiário, o índice principal da bolsa brasileira encerrou o dia com um avanço de 2,03%, fechando em 189.699,12 pontos, o maior fechamento já registrado.
O desempenho positivo do Ibovespa foi impulsionado por um cenário de maior apetite por risco e interesse renovado em mercados emergentes. As ações de grandes empresas da bolsa, conhecidas como Blue Chips, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e os principais bancos, mostraram valorização consistente.
Segundo João Duarte, sócio da ONE Investimentos, o ambiente favorável está alinhado com a expectativa de um “aterrissagem suave” (“soft landing”) na economia dos Estados Unidos, especialmente após dados do payroll indicarem a criação de 130 mil vagas, evidenciando resiliência na economia norte-americana sem elevar muito a pressão inflacionária.
Comportamento do mercado local e internacional
Embora o mercado brasileiro tenha avançado, os índices de Nova York tiveram desempenho oposto, pressionados pelos dados do payroll divulgados pela manhã. O número surpreendeu positivamente, superando as expectativas do mercado e apontando para a geração de 130 mil empregos em janeiro, valor que dobrou a previsão inicial. Esse resultado gerou cautela nos investidores, que passaram a revisar suas projeções sobre possíveis cortes nas taxas de juros pelos EUA.
Variação do Ibovespa e volume negociado
Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre 185.936,27 pontos, valor mínimo registrado, e o máximo histórico de 190.561,18 pontos. O total de negociações na bolsa alcançou R$ 37,9 bilhões, destacando o forte interesse do mercado.
Principais destaques do pregão
Maiores altas do dia:
- Suzano (SUZB3): +13,32%, cotada a R$ 57,93
- Simpar (SMTO3): +9,80%, cotada a R$ 16,58
- TIM (TIMS3): +7,85%, cotada a R$ 28,03
- Klabin (KLBN11): +6,00%, cotada a R$ 21,02
- Braskem (BRKM5): +4,74%, cotada a R$ 10,83
Maiores quedas do dia:
- TOTVS (TOTS3): -1,75%, cotada a R$ 38,65
- Hapvida (HAPV3): -1,24%, cotada a R$ 11,19
- Pão de Açúcar (PCAR3): -1,10%, cotada a R$ 3,58
- Cognizant (COGN3): -1,08%, cotada a R$ 3,65
- Brava (BRAV3): -0,98%, cotada a R$ 18,15
Dólar: menor cotação desde maio de 2024
O dólar comercial terminou a quarta-feira em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,18, atingindo sua menor cotação ante o real desde maio de 2024. Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o cenário externo permanece favorável aos mercados emergentes, beneficiando o real. O fluxo global consistente de capitais em busca de ativos com maior retorno contribui para essa valorização, mesmo com o payroll norte-americano indicando dados mais fortes.
Desempenho das bolsas de Nova York
Os índices americanos sentiram o impacto dos dados positivos do payroll, o que gerou cautela quanto à política monetária do Federal Reserve. O Dow Jones recuou 0,13%, o S&P 500 teve leve queda de 0,01%, e o Nasdaq caiu 0,16% no pregão da quarta-feira.



