Ibovespa atinge recorde histórico e fecha acima dos 165 mil pontos pela primeira vez
Após registrar 32 recordes ao longo de 2025, o Ibovespa B3 iniciou 2026 com um marco significativo. Nesta quarta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,93%, alcançando 165.145,98 pontos, o maior patamar já registrado.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações das maiores empresas do Ibovespa, conhecidas como Blue Chips. A VALE3, que tem o maior peso no índice, subiu 4,74%, enquanto a PETR4 teve uma valorização de 2,73%, beneficiada pela alta do petróleo no mercado internacional.
O setor bancário também contribuiu para a forte alta do índice, com todas as instituições listadas apresentando ganhos superiores a 1%. O Bradesco (BBDC4) destacou-se ao valorizar 1,81%, alcançando sua máxima do dia.
Desempenho do Ibovespa no dia
Durante o pregão, o Ibovespa variou entre uma mínima de 161.974,19 pontos e a máxima histórica intradiária de 165.146,49 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 24,9 bilhões.
Ações com maiores variações
Maiores altas
- VALE3: +4,74%, R$ 78,92
- BRAP4: +4,32%, R$ 22,24
- TIMS3: +4,30%, R$ 22,80
- CMIN3: +4,29%, R$ 5,83
- ENEV3: +3,96%, R$ 21,29
Maiores baixas
- MRVE3: -5,34%, R$ 7,62
- RAIL3: -4,26%, R$ 13,70
- POMO4: -2,21%, R$ 5,75
- PCAR3: -1,06%, R$ 3,74
- AURE3: -0,94%, R$ 11,55
Valor do dólar e cenário internacional
O dólar comercial intensificou a alta ante o real, encerrando o dia com valorização de 0,47% a R$ 5,40, refletindo o ambiente global de cautela presente no mercado financeiro.
Nas bolsas de Nova York, o sentimento negativo predominou devido às tensões geopolíticas e a um início pouco animador da temporada de resultados do quarto trimestre de 2025. A divulgação de números fracos por bancos como Wells Fargo, Bank of America e Citigroup contribuíram para esse cenário. Ao final do pregão, o Dow Jones recuou 0,09%, o S&P 500 caiu 0,53% e o índice de tecnologia Nasdaq recuou 1%.



