Ibovespa B3 alcança recorde histórico de 166 mil pontos; dólar recua para R$ 5,36
No pregão desta quinta-feira (15), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, atingiu uma máxima intradiária de 166.069,84 pontos, batendo novo recorde. Apesar de uma leve diminuição no ritmo de alta, o índice fechou com valorização de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, marcando o maior fechamento de sua história pelo segundo dia consecutivo.
Esse desempenho favorável foi impulsionado por um cenário internacional mais favorável, em que o presidente dos Estados Unidos adotou uma postura menos agressiva em relação ao Irã e ao Federal Reserve, o banco central americano.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, explicou que o mercado viu renovação do apetite por risco, estimulada pela diminuição dos temores geopolíticos relacionados ao Irã, que vinham pesando nos ativos nas últimas semanas. Além disso, a declaração de Donald Trump de não pretender demitir Jerome Powell preservou a percepção de independência do Federal Reserve, em um momento em que dados econômicos dos EUA também apontaram crescimento positivo da atividade econômica.
Desempenho do mercado interno e destaques em ações
No âmbito nacional, os resultados do varejo também contribuíram para o humor positivo dos investidores. Em novembro de 2025, o volume de vendas no varejo aumentou 1,0% em comparação com outubro, que já havia registrado alta de 0,5%. Esse avanço foi influenciado por promoções da Black Friday, que beneficiaram categorias como móveis, eletrodomésticos, artigos pessoais, domésticos e produtos farmacêuticos, entre outros.
Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia-fundadora da AVG Capital, ressaltou que este dado robusto, aliado à alta dos juros futuros, favoreceu o desempenho das ações de empresas do setor varejista e de consumo na bolsa, como MGLU3, NATU3 e YDUQ3.
Oscilação do Ibovespa e volume negociado
Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre o pico histórico de 166.069,84 pontos e o valor mínimo de 164.832,53 pontos. O volume total negociado na B3 chegou a R$ 27,5 bilhões.
Dentre as maiores altas destacaram-se:
- VAMO3, com alta de 7,61%, cotada a R$ 3,96;
- MGLU3, com valorização de 4,05%, fechando em R$ 8,74;
- MULT3, subindo 2,83%, valendo R$ 29,45;
- EMBJ3, que avançou 2,79% para R$ 98,97;
- B3SA3, alta de 2,65%, aos R$ 15,12.
Por outro lado, as maiores quedas do dia foram:
- SMFT3, recuo de 8,17%, negociada a R$ 20,90;
- VIVA3, caída de 6,56%, valendo R$ 27,37;
- CEAB3, perda de 5,15%, cotada a R$ 9,94;
- HAPV3, baixa de 4,61%, fechando em R$ 13,25;
- USIM5, com queda de 3,23%, aos R$ 6,59.
Comportamento do dólar
Após um período de valorização frente ao real motivado pela cautela do mercado, o dólar comercial recuou nesta quinta-feira, acompanhando o alívio das tensões geopolíticas. A moeda norte-americana registrou uma desvalorização de 0,62%, encerrando o dia cotada a R$ 5,36.
Bruno Shahini destacou que a retração do dólar reflete o fortalecimento do apetite por risco no mercado brasileiro, diretamente ligado ao menor peso das incertezas internacionais. A mudança na postura dos EUA com relação ao Irã, somada à manutenção da independência do Federal Reserve, contribuiu para essa melhora no humor dos investidores.
Desempenho dos índices em Nova York
Além do otimismo com a redução das tensões geopolíticas e a sinalização positiva do banco central americano, os resultados financeiros melhores que o esperado de instituições como Morgan Stanley e Taiwan Semiconductor impulsionaram as bolsas nos Estados Unidos.
No fechamento, o Dow Jones subiu 0,60%, o S&P 500 avançou 0,26%, e o Nasdaq teve valorização de 0,25%.



