Ibovespa Cai 3,28% Com Tensões No Oriente Médio

Ibovespa Cai 3,28% Com Tensões No Oriente Médio

Ibovespa registra queda de 3,28% em meio à escalada do conflito no Oriente Médio; dólar atinge R$ 5,26

As tensões crescentes entre Estados Unidos, Israel e Irã impactaram negativamente os mercados globais nesta terça-feira (3), refletindo-se também no desempenho da bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,28%, encerrando o pregão aos 183.104,87 pontos.

O agravamento do conflito no Oriente Médio reacendeu preocupações sobre possível interrupção no fornecimento de petróleo pelo Estreito de Ormuz, elevando os temores de pressões inflacionárias globais e levando os investidores a adotarem postura mais defensiva. A notícia do avanço da guerra dominou o cenário internacional, influenciando fortemente o comportamento dos ativos.

No contexto doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostrando crescimento de 2,3% em 2025, conforme as projeções. O último trimestre do ano apresentou crescimento marginal de 0,1% em relação ao trimestre anterior, consolidando o quinto ano consecutivo de expansão econômica.

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, destacou que o resultado do PIB indicou uma desaceleração no ritmo da atividade, com estabilidade no consumo das famílias ao longo do trimestre. Segundo ele, essa estabilidade pode ser vista como positiva para os objetivos do Banco Central, apesar de os dados terem sido ofuscados pelo cenário externo desfavorável.

Desempenho do Ibovespa no dia

O índice oscilou entre a máxima intradiária de 189.602,38 pontos e a mínima de 180.518,33 pontos, com volume financeiro movimentado na B3 de aproximadamente R$ 46,7 bilhões.

Entre as maiores valorização do pregão destacaram-se as ações da Raízen (RAIZ4), que subiram 6,15% a R$ 0,69, e da Braskem (BRKM5), com alta de 3,24%, cotadas a R$ 9,55.

Por outro lado, as maiores retrações ficaram por conta das ações da Pão de Açúcar (PCAR3), que caíram 17,78%, cotadas a R$ 2,59, seguidas por YDUQS (YDUQ3) com queda de 6,99% a R$ 12,10, Assaí (ASAI3) recuando 6,49% a R$ 8,65, CSN (CSNA3) com desvalorização de 6,06% a R$ 7,91, e BTG Pactual (BPAC11), que recuou 5,86%, chegando a R$ 57,51.

Movimentação do câmbio

O agravamento do conflito no Oriente Médio e a crescente expectativa de sua duração prolongada levaram investidores a buscar ativos considerados mais seguros, impactando o mercado cambial. O dólar comercial avançou 1,91% no fechamento do pregão, cotado a R$ 5,26.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, analisou que a valorização expressiva do preço do petróleo e o aumento da volatilidade global impulsionaram a procura por proteção financeira, ocasionando a redução de posições em ativos de risco e o fortalecimento da moeda norte-americana, em um movimento típico de fuga para ativos seguros.

Reações nas bolsas de Nova York

A perspectiva de um conflito mais extenso e de longo prazo no Oriente Médio também afetou negativamente as bolsas americanas. O índice Dow Jones caiu 0,83%, o S&P 500 recuou 0,94%, enquanto o Nasdaq teve queda de 1,02%.

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