Ibovespa recua com cautela global, mas encerra fevereiro com alta de 4%; dólar fecha em R$ 5,13
Após alcançar níveis recordes durante a semana, o Ibovespa B3 finalizou a sexta-feira (27) com uma queda de 1,16%, fechando aos 188.786,98 pontos e anulando os ganhos obtidos ao longo dos últimos dias, encerrando a semana em -0,92%. Apesar do recuo no fechamento semanal, o índice principal da bolsa brasileira fechou o mês de fevereiro com valorização de 4,09%.
O ambiente internacional pressionou o mercado, especialmente devido às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além de declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a possibilidade de assumir o controle de Cuba, o que gerou uma postura mais cautelosa entre os investidores.
No cenário nacional, o IPCA-15 divulgado para fevereiro superou as expectativas, registrando uma alta de 0,84% no mês, acelerando em relação à taxa de 0,20% observada em janeiro. No acumulado de 12 meses, o índice alcançou 4,10%, queda em relação aos 4,50% do doze meses anteriores, mas ainda superior à projeção de 3,82%.
Desempenho das principais ações e setores
No Ibovespa, as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,83%, enquanto a Petrobras (PETR4) ignorou a alta do petróleo e fechou com baixa de 0,71%, atingindo a mínima do dia. Entre os bancos, o cenário foi negativo, com perdas significativas, exceto pelo Bradesco (BBDC4), que subiu 0,81%.
Oscilação do Ibovespa e volume negociado
Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre a máxima intradiária de 191.005,02 pontos e a mínima de 188.478,08 pontos. O total negociado na B3 atingiu R$ 35,7 bilhões.
Principais altas do dia
- PRIO3: +4,11% (R$ 54,49)
- USIM5: +2,32% (R$ 7,07)
- MBRF3: +2,17% (R$ 20,68)
- BRKM5: +1,16% (R$ 9,59)
- VIVT3: +0,84% (R$ 43,18)
Principais quedas do dia
- CSAN3: -5,27% (R$ 6,29)
- NATU3: -5,20% (R$ 9,11)
- CXSE3: -4,05% (R$ 17,79)
- RAIL3: -3,97% (R$ 15,97)
- VIVA3: -3,71% (R$ 31,15)
Movimentação do dólar
O dólar comercial apresentou leve estabilidade após uma série de quedas recentes, permanecendo próximo do patamar anterior em meio a um cenário global de cautela. O fechamento da sexta foi com recuo de 0,10%, cotado a R$ 5,13.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar acumulou uma queda superior a 1% na semana, marcando a sexta retração nas últimas oito. Esse comportamento ocorre em um ambiente de enfraquecimento da moeda americana no exterior, refletido pela desvalorização de 0,72% do índice DXY em 2026 até o momento. Em contrapartida, o real tem se destacado frente às principais moedas, impulsionado pelo elevado diferencial de juros domésticos.
Influência nas bolsas de Nova York
A aversão a riscos, reforçada também pelas preocupações relacionadas ao setor de inteligência artificial, impactou negativamente as bolsas norte-americanas nesta sexta-feira. O índice Dow Jones caiu 1,05%, o S&P 500 perdeu 0,43% e o Nasdaq teve recuo de 0,92%. No acumulado do mês, o Dow Jones apresentou estabilidade (0,01%); o S&P 500 registrou perda de 0,89%, e o Nasdaq caiu 3,47%.



