Ibovespa Fecha Em Recorde Histórico Acima De 186 Mil Pontos

Ibovespa Fecha Em Recorde Histórico Acima De 186 Mil Pontos

Ibovespa alcança recorde histórico acima dos 186 mil pontos; dólar registra queda e fecha a R$ 5,18

Na segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2026, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, atingiu um marco inédito ao fechar em 186.241,15 pontos, com avanço de 1,80%. Esse é o maior nível já registrado pelo indicador em sua história.

O ambiente internacional contribuiu positivamente para esse desempenho, com investidores demonstrando maior interesse por mercados emergentes, refletindo um aumento no apetite ao risco. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, destacou que o resultado das eleições no Japão impulsionou o mercado local, com expectativas de políticas fiscais mais expansivas e cortes tributários, o que levou à valorização significativa da bolsa japonesa.

Internamente, o mercado repercutiu o último Boletim Focus, que revisou para baixo a projeção da inflação brasileira para 2026, passando de 3,99% para 3,97% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa notícia ajudou a impulsionar o índice.

Os setores financeiros foram favorecidos, com destaque para os bancos (ITUB4, BBAS3 e SANB11), que se recuperaram após uma fase negativa. Esse cenário também foi influenciado pelo discurso mais comedido do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que confirmou o início do ciclo de redução nas taxas de juros, mas reforçou a necessidade de cautela nas próximas decisões.

Além disso, o alívio nas taxas de juros de curto prazo beneficiou empresas dos setores de utilidades públicas, como energia elétrica (CPLE3, ENGI11, CPFE3) e saneamento (SBSP3), além das varejistas, como Magazine Luiza (MGLU3).

Entre os destaques individuais, as ações da Vale (VALE3) subiram 1,96%, impulsionadas pelas expectativas positivas em torno dos resultados trimestrais da empresa. A Petrobras (PETR4) também observou valorização de 1,83%, acompanhando a alta dos preços internacionais do petróleo.

Oscilações do Ibovespa e volume negociado

Durante o pregão, o Ibovespa variou entre a mínima de 182.950,20 pontos e a máxima de 186.460,08 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 atingiu R$ 27,8 bilhões.

Maiores valorização e quedas do dia

As ações que mais apresentaram valorização no pregão foram:

  • MGLU3 com alta de 7,55%, fechando a R$ 10,97;
  • SANB11 com avanço de 5,98%, a R$ 35,98;
  • CSAN3 subiu 4,68%, valendo R$ 6,04;
  • WEGE3 cresceu 3,66%, cotada a R$ 53,75;
  • CSNA3 com valorização de 3,58%, fechando a R$ 9,85.

Já as maiores quedas ocorreram nas ações:

  • HAPV3, recuando 2,72% e valendo R$ 11,45;
  • RENT4 com baixa de 1,97%, a R$ 48,79;
  • CYRE4 caiu 1,29%, fechando a R$ 29,18;
  • CYRE3 com perda de 1,09%, cotada a R$ 30,79;
  • CURY3 recuou 0,94%, terminando o dia a R$ 38,14.

Dólar comercial fecha em queda e alcança menor cotação desde maio de 2024

O real manteve a sua tendência positiva frente ao dólar, que registrou seu menor valor desde maio de 2024. No fechamento do dia, a moeda norte-americana caiu 0,62%, cotada a R$ 5,18.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, ressaltou que o cenário internacional favorável ao risco, com altas nas bolsas dos Estados Unidos, Europa e Japão, tem apoiado a valorização das moedas de mercados emergentes, destacando o desempenho do real brasileiro.

Bolsas americanas apresentam segunda alta consecutiva

Depois de um período de recuos, as bolsas em Nova York registraram ganhos pelo segundo dia seguido. Os investidores estão mais confiantes, reduzindo as preocupações em relação ao desempenho do setor de tecnologia e focando na divulgação dos dados macroeconômicos previstos para esta semana.

No fechamento, o Dow Jones teve alta modesta de 0,04%, o S&P 500 subiu 0,47%, e o Nasdaq apresentou valorização significativa de 2,18%.

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