Ibovespa recua em meio a cautela pré-feriado, porém fecha semana com alta de 1,92%; dólar chega a R$ 5,22
O Ibovespa apresentou certa volatilidade nesta sexta-feira (13), oscilando entre 187.765,82 pontos no topo e 183.662,18 pontos no ponto mais baixo do dia. Ao final, o índice encerrou em 186.464,30 pontos, representando uma queda de 0,69%. Apesar desse recuo, o índice fechou a semana com valorização de 1,92%, mantendo a tendência positiva observada no início da semana, quando chegou a atingir a máxima histórica intradiária de 190 mil pontos.
A diminuição do ritmo das negociações e o maior conservadorismo dos investidores foram sentidos nos dias que antecedem o feriado de Carnaval, período em que a Bolsa ficará fechada por quatro dias consecutivos. Esse cenário resultou em uma redução do apetite por risco, com muitos agentes optando por ajustar suas posições para evitar exposições excessivas durante o recesso.
Além disso, preocupações específicas pressionaram os principais ativos do índice, com destaque para a queda nos preços do minério de ferro e a fraqueza do petróleo. Esses movimentos afetaram diretamente os papéis de empresas como Vale e Petrobras, que têm grande peso no Ibovespa.
Segundo o economista Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital, o ajuste nas carteiras antes do feriado prolongado é o principal fator para a queda observada no índice. A conjuntura internacional também contribui para esse ambiente mais defensivo, apesar dos dados recentes de inflação dos Estados Unidos terem apresentado moderação, o que ajudou a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Contudo, o mercado mundial permanece cauteloso, acompanhando atentamente os possíveis impactos da inteligência artificial nos resultados das empresas do país.
Indicadores econômicos e desempenho setorial
No âmbito doméstico, os investidores estiveram atentos à queda de 0,4% nas vendas do comércio brasileiro em dezembro, após o crescimento de 1% registrado em novembro. Embora o resultado de dezembro tenha sido negativo, o varejo brasileiro concluiu o ano de 2025 com aumento de 1,6% nas vendas, índice inferior ao crescimento de 4,1% obtido em 2024.
Maiores variações no Ibovespa
No pregão desta sexta-feira, as maiores altas foram registradas pelos seguintes papéis:
- ENEV3 avançou 8%, cotado a R$ 21,43
- USIM5 subiu 4,81%, negociado a R$ 6,32
- CURY3 valorizou 3,70%, fechando a R$ 40,88
- RECV3 teve alta de 2,63%, a R$ 10,91
- BRKM5 cresceu 2,39%, com preço de R$ 9,84
Já as maiores quedas foram observadas nas ações:
- TIMS3 recuou 3,92%, cotado a R$ 27,18
- GOAU4 caiu 3,68%, negociado a R$ 9,68
- BRAP4 teve baixa de 3,65%, a R$ 23,75
- RAIZ4 desvalorizou 2,99%, encerrando a R$ 0,65
O volume financeiro movimentado na B3 totalizou R$ 33,4 bilhões durante o dia.
Comportamento do dólar
A aversão ao risco também afetou o mercado de câmbio, com o dólar se valorizando frente ao real. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,22, o que representa alta de 0,57% em relação ao fechamento anterior. A estrategista-chefe Paula Zogbi, da Nomad, atribui a alta ao aumento da cautela dos investidores e ao noticiário doméstico, que inclui desenvolvimentos no caso do Banco Master e a possibilidade de envolvimento de novos agentes na investigação.
Movimentação das bolsas nos EUA
Nas bolsas americanas, o tom predominante ainda foi de cautela, em especial no setor de tecnologia, onde o impacto da inteligência artificial sobre os resultados corporativos mantém um clima de incerteza. Apesar de uma leve melhora no sentimento, os índices fecham a semana majoritariamente em baixa.
No fechamento do dia, o Dow Jones apresentou uma ligeira alta de 0,05%, o S&P 500 caiu 0,01% e o Nasdaq recuou 0,26%.



