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Inpasa Lidera Produção De Etanol De Milho E Expande Negócios

Inpasa Lidera Produção De Etanol De Milho E Expande Negócios

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Inpasa consolida liderança no etanol de milho e amplia receita com produtos derivados

Com seus investimentos em diversas áreas que vão além da produção de combustível, a Inpasa alcançou uma receita anual de cerca de R$ 23 bilhões. A empresa, que tem como principal foco a fabricação de etanol de milho, também produz ração animal e óleo industrial, diversificando suas fontes de receita. Atualmente, ela enfrenta o desafio logístico de transportar quase 6 bilhões de litros de etanol produzidos por ano das regiões agrícolas onde opera até os centros consumidores.

História de evolução e inovação em eficiência produtiva

Fundada pelo empresário José Odvar Lopes, conhecido como Seu Zé, a Inpasa iniciou suas operações em 2008 no Paraguai, com uma única unidade. Naquela época, a produção de etanol por tonelada de milho ficava em torno de 220 litros, índice considerado abaixo do ideal. Durante a primeira década, a empresa apostou numa estratégia de aprendizado e aprimoramento tecnológico antes de ampliar a escala produtiva. O resultado foi o aperfeiçoamento do processo, hoje capaz de extrair quase 450 litros de etanol por tonelada de milho, praticamente o dobro inicial.

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O desenvolvimento técnico da Inpasa foi inspirado no modelo dos Estados Unidos, considerado referência mundial na produção de etanol de milho. O contato com o setor americano e a aquisição da tecnologia da empresa Katzen foram decisivos para a evolução da eficiência operacional da companhia.

Estratégia de expansão para o Brasil e diversificação geográfica

Em 2018, com estabilização da tecnologia, a Inpasa investiu no mercado brasileiro ao construir sua primeira usina em Sinop, Mato Grosso, região chave para o agronegócio nacional. Enquanto o Paraguai tem uma produção de milho limitada, o Brasil apresenta produção de 131 milhões de toneladas na safra 2025/26, representando um mercado mais promissor para crescimento. A planta inaugurada em Sinop, que recebeu R$ 750 milhões de investimento inicial, cresce desde então e se tornou uma das maiores unidades independentes de etanol do mundo, com capacidade para processar 6 milhões de litros diariamente.

Desde então, a empresa estabeleceu unidades em outros pontos estratégicos, como Nova Mutum (MT), Dourados e Sidrolândia (MS) e Balsas (MA), com planos de expansão na Bahia e Goiás. A diversificação da presença geográfica busca aproveitar vantagens regionais específicas, como a proximidade com portos no Nordeste para exportação de subprodutos.

Investimentos logísticos e capacidade operacional

Para viabilizar o transporte da grande quantidade de etanol gerada, a Inpasa ampliou seus investimentos em logística, especialmente no modal ferroviário. Em 2023, a empresa adquiriu cerca de 50 vagões e duas locomotivas para operação no corredor entre Rondonópolis (MT) e Paulínia (SP), reduzindo significativamente o tráfego rodoviário. O objetivo é expandir a frota para quase 500 vagões e 32 locomotivas para otimizar custos e eficiência.

Além disso, a companhia conta com uma capacidade de armazenagem superior a 5,6 milhões de toneladas de milho distribuídas nos estados onde atua. Essa estrutura permite armazenar milho para até seis meses de produção, assegurando maior flexibilidade e proteção contra sazonalidades de mercado, uma vantagem em relação à cana-de-açúcar que precisa ser processada rapidamente após a colheita. O etanol de milho também apresenta custo cerca de 40% inferior ao etanol produzido a partir da cana.

Aproveitamento integral do milho e geração de valor agregado

Além do etanol, a Inpasa produz outros derivados do milho com valor comercial significativo. Para cada tonelada de milho processada, a empresa obtém etanol, DDGS (farelo proteico utilizado na alimentação animal) e óleo vegetal. Juntos, o DDGS e o óleo representaram aproximadamente 15% da receita anual da companhia, cerca de R$ 4 bilhões, o que cobre entre 35% e 40% do custo do milho comprado.

Um diferencial da Inpasa é a produção de DDGS sem utilização de ácido sulfúrico ou antibióticos, o que minimiza contaminações e amplia o acesso a mercados mais exigentes. A empresa conta com uma marca própria para esse produto, que já domina mais de 95% das exportações brasileiras de DDGS, tendo exportado aproximadamente 879 mil toneladas em 2025 para 25 países, entre eles Turquia, Vietnã, Nova Zelândia e, em 2026, a China recebeu sua primeira remessa de 62 mil toneladas. Projeções indicam crescimento da produção nacional de DDGS para 7 milhões de toneladas até a safra 2029/30, ante consumo interno estimado em 2,4 milhões.

Reestruturação da governança e perspectivas futuras

Paralelamente à expansão industrial, a Inpasa está passando por uma reestruturação na governança corporativa. O fundador José Odvar Lopes deixou a presidência executiva para assumir o cargo de chairman, enquanto seu filho Éder Lopes assumiu a presidência executiva. Além disso, a companhia está estruturando um conselho consultivo, já confirmando a entrada de José Olympio Pereira, ex-CEO do banco J. Safra, e prevê a chegada de outros conselheiros independentes de renome do mercado financeiro.

Essa movimentação sinaliza a possibilidade de a Inpasa se preparar para opções futuras como abertura de capital (IPO) ou captação de recursos no exterior. Até o momento, os investimentos foram majoritariamente financiados com capital próprio, com quatro emissões de debêntures incentivadas que somaram cerca de R$ 1,5 bilhão no mercado brasileiro.

Ao contrário de rumores, a empresa nega negociações com a Petrobras para uma possível parceria estratégica. Em relação à Vibra Energia, da qual Seu Zé é o maior acionista individual, são identificadas sinergias naturais, mas não há planos formais de associação; a Vibra é tratada como cliente da Inpasa.

Fonte

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