Análise do Minidólar (WDOH26) nesta quinta-feira (12): repique ou continuidade da baixa?
Na última sessão do dia 11 de fevereiro, o minidólar (WDOH26) registrou queda de 0,22%, fechando a 5.198,5 pontos, marcando assim o quarto recuo consecutivo. O dólar comercial também atingiu uma nova mínima, encerrando a R$ 5,18, o menor patamar desde maio de 2024. Essa retração foi impulsionada pela forte entrada de capitais estrangeiros na Bolsa brasileira e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas de economias emergentes. Apesar da criação de 130 mil empregos fora do setor agrícola nos Estados Unidos, número superior à expectativa de 70 mil, o mercado dedicou atenção especial aos dados de emprego em um contexto externo desafiador.
No cenário doméstico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou que a instituição pretende iniciar um processo de “calibragem” da política monetária a partir de março, adotando uma postura cautelosa em relação aos próximos passos. O ingresso de capital estrangeiro, a possibilidade de cortes graduais na taxa Selic e a fraqueza do dólar no exterior favoreceram a valorização do real e fortaleceram o Ibovespa.
Análise técnica do gráfico de 15 minutos
Na análise intradiária, o minidólar continuou em movimento corretivo, fechando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica pressão vendedora no curto prazo. Para que o ativo inicie uma recuperação, será necessária a presença de volume comprador significativo para ultrapassar a resistência situada entre 5.202,5 e 5.212 pontos. Caso essa barreira seja superada, o mercado poderá mirar os níveis de 5.220,5 a 5.227 pontos, com objetivo mais abrangente entre 5.233,5 e 5.247,5 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte na faixa de 5.195,5 a 5.185 pontos deve estimular a continuidade da pressão vendedora, podendo levar o contrato a acelerar a queda rumo a 5.171 a 5.153 pontos, com possível extensão até 5.136 a 5.122 pontos. O comportamento dos preços nesses níveis será crucial para determinar o ritmo do pregão.
Perspectivas no gráfico diário
Observando o gráfico diário, o minidólar permanece negociado abaixo das médias móveis, indicando uma estrutura técnica debilitada no curto prazo e sugerindo a continuidade do movimento de correção. Para que a cotação possa retomar a trajetória de alta, é necessário ultrapassar a resistência entre 5.233,5 e 5.278,5 pontos, o que abriria caminho para níveis de 5.314 a 5.370 pontos.
Se o suporte situado entre 5.185 e 5.153,5 pontos for rompido, o cenário fica ainda mais negativo, com alvo inicial na faixa de 5.111 a 5.031 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 29,92, indicando sobrevenda e aumentando a probabilidade de repiques técnicos, embora ainda não haja sinais claros de reversão da tendência estrutural.

Análise no gráfico de 60 minutos do dólar futuro (WDOH26)
Na visão do gráfico de 60 minutos, o minidólar segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o controle dos vendedores no curto prazo. Para tentar uma recuperação, o preço precisaria superar a resistência entre 5.207,5 e 5.233,5 pontos. Caso isso ocorra, o contrato pode avançar para as regiões de 5.257 a 5.278,5 pontos, com projeções estendidas para 5.314 e 5.328 pontos.
Se a pressão negativa persistir, o suporte entre 5.185 e 5.153 pontos será o foco de atenção. A quebra consistente desses níveis deve intensificar o movimento corretivo, levando os preços para os patamares de 5.136 a 5.111 pontos, com possíveis extensões até 5.071 e 5.046 pontos.

Rodrigo Paz é analista técnico.
Para aprofundar o conhecimento em análise técnica
Para entender melhor os conceitos mencionados, confira os seguintes guias:
- O que são pontos de suporte e resistência?
- O que são médias móveis e como utilizá-las em estratégias de trade
- Bandas de Bollinger: como interpretar e aplicar?
- Índice de Força Relativa (IFR): o que é e como usar?
Além disso, o IM Trader disponibiliza diariamente análises do comportamento dos minicontratos de dólar e índice, trazendo insights importantes para traders.



