Minidólar (WDOG26): ajuste recente destaca atenção no gráfico e na agenda dos EUA
Os contratos de minidólar (WDOG26) para fevereiro tiveram um forte recuo na sessão de quarta-feira (21/01), encerrando com queda de 1,09% e cotação em 5.333 pontos. O dólar mostrou tendência de baixa frente ao real em um dia marcado pelo alívio no cenário externo e pela significativa entrada de capital estrangeiro no Brasil.
No exterior, declarações mais moderadas de Donald Trump durante o Fórum de Davos, especialmente sua negativa ao uso da força em relação à Groenlândia, contribuíram para reduzir a aversão ao risco que vinha predominando. A diminuição nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) também atuou para enfraquecer o dólar frente às moedas de mercados emergentes. Esse fluxo se refletiu em forte movimentação para a bolsa brasileira, impulsionando o Ibovespa a novas máximas históricas.
No âmbito local, os dados do Banco Central mostraram entradas financeiras robustas, reforçando a pressão baixista sobre o câmbio durante todo o dia. Aspectos políticos tiveram impacto secundário e não alteraram o quadro principal. Para operadores de dólar, o dia evidenciou um ambiente orientado principalmente pelo fluxo e fatores externos, sendo a continuidade das entradas líquidas para a bolsa e as evoluções no panorama geopolítico os vetores centrais da volatilidade no curto prazo.
Análise do gráfico de 15 minutos
Observando o gráfico de 15 minutos, o minidólar retomou a trajetória descendente, fechando novamente em baixa e sendo negociado entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando um enfraquecimento da pressão compradora no curtíssimo prazo.
Para tentar uma recuperação, o volume de compras precisa superar a resistência situada em 5.335,5 a 5.342 pontos. A ultrapassagem dessa faixa pode abrir caminho para avanços entre 5.351,5 e 5.364, estendendo-se até a faixa de 5.373,5 a 5.385,5.
No lado oposto, uma queda consistente abaixo do suporte localizado entre 5.326,5 e 5.314,5 tenderia a intensificar a pressão vendedora, com potencial para alcançar níveis de 5.305 a 5.291 e, em um movimento mais amplo, 5.276 a 5.263.
Análise diária
Na visão do gráfico diário, o cenário apresenta maior fragilidade. O contrato fechou com uma vela forte de baixa, confirmando a continuidade da correção em andamento. Para reverter essa tendência, o mercado precisaria romper a resistência entre 5.385,5 e 5.434, o que abriria espaço para altas na região de 5.452 a 5.489,5.
Por outro lado, romper o suporte entre 5.326,5 e 5.291 aceleraria a trajetória de queda, direcionando o preço para a faixa de 5.258 a 5.230. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos caiu para 32,88, posicionando-se ainda em zona neutra, porém aproximando-se da região de sobrevenda, o que indica atenção para possíveis recuperações técnicas no curto prazo.

Gráfico de 60 minutos do dólar futuro (WDOG26)
No gráfico de 60 minutos, o minidólar manteve o fechamento negativo e permaneceu abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sustentando o viés baixista de curto prazo.
Para qualquer tentativa consistente de alta, é necessário superar a resistência entre 5.341,5 e 5.362,5. Caso esse nível seja ultrapassado, os próximos alvos de preço seriam as faixas de 5.385,5 a 5.401,5 e, numa sequência, 5.425,5 a 5.434.
Se a trajetória de baixa seguir, a atenção deve se voltar para o rompimento do suporte em 5.326,5 a 5.305, que pode abrir espaço para novas ondas vendedoras, com metas situadas entre 5.291 e 5.258, e, em um movimento mais prolongado, entre 5.230 e 5.202 pontos.

Rodrigo Paz é analista técnico.
Guias para análise técnica
Para aprofundar os conhecimentos em análise gráfica, seguem alguns temas relevantes:
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Conteúdos diários sobre análise técnica e o que esperar dos minicontratos de dólar e índice estão disponíveis no IM Trader.



