Ministério Da Fazenda Ajusta Projeções Das Estatais

Ministério Da Fazenda Ajusta Projeções Das Estatais

Ministério da Fazenda ajusta projeções dos resultados das estatais no decreto orçamentário para 2026

Na noite de sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o Ministério da Fazenda publicou uma atualização no decreto de programação orçamentária para o ano de 2026, revisando as projeções dos resultados primários de algumas empresas estatais federais que haviam sido divulgadas no dia anterior, 12 de fevereiro. Até o momento do fechamento desta matéria, a pasta não informou se houve alterações no resultado primário global ou consolidado das estatais.

As principais revisões incluídas na retificação são as seguintes:

  • Emgepron teve a previsão de déficit reduzida de R$ 17,797 bilhões para R$ 3,102 bilhões;
  • Hemobrás viu seu déficit ajustado de R$ 8,591 bilhões para R$ 967 milhões;
  • Correios teve seu déficit ampliado, passando de R$ 8,261 bilhões para R$ 9,101 bilhões;
  • Infraero teve o déficit revisado de R$ 4,360 bilhões para R$ 655 milhões;
  • Serpro apresentou ajuste de déficit de R$ 3,564 bilhões para superávit de R$ 285 milhões;
  • Autoridade Portuária de Santos (APS) teve o déficit recalculado de R$ 2,421 bilhões para R$ 570 milhões;
  • Companhia Docas do Pará teve seu déficit revisado de R$ 2,106 bilhões para R$ 313 milhões.

Além disso, a Emgea, que não constava na primeira versão do decreto, passou a ter previsão de déficit de R$ 649 milhões.

De acordo com o decreto original publicado na quinta-feira, a estimativa do governo federal para o déficit primário das empresas estatais federais em 2026 é de R$ 1,074 bilhão, o que está dentro da meta do setor que limita o déficit a R$ 6,752 bilhões. Essa previsão representa o primeiro decreto de programação orçamentária e financeira do ano.

A meta pode ser cumprida graças à exclusão, do cálculo do déficit permitido, de despesas de até R$ 10 bilhões referentes a estatais que possuem plano de reequilíbrio econômico-financeiro.

Essa exceção foi inserida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo governo devido à situação financeira da empresa Correios, que enfrentou uma crise econômica nos últimos anos.

Em 2025, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União e concedido por um consórcio bancário, dos quais R$ 10 bilhões foram liquidados até o final daquele ano. Conforme as projeções atualizadas, a estatal deve registrar um déficit primário de R$ 9,101 bilhões em 2026. No ano anterior, até setembro, a empresa acumulava um prejuízo superior a R$ 6 bilhões.

Sem a exclusão desses R$ 10 bilhões em despesas referentes ao plano de recuperação dos Correios no cálculo da meta, as estatais apresentariam um déficit primário estimado em R$ 11,074 bilhões. Caso isso ocorresse, o governo precisaria cobrir esse rombo via Orçamento fiscal, comprometendo o espaço para outras despesas públicas.

Além dos Correios, despesas relacionadas ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também são desconsideradas na meta das estatais federais. O governo estima que essas despesas somarão R$ 4,234 bilhões em 2026.

O Ministério da Fazenda prevê um resultado primário positivo para as estatais, de R$ 5,973 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, considerando as despesas excluídas para fins da meta. A expectativa para o período de janeiro a agosto é de superávit de R$ 8,139 bilhões.

Fonte

Rolar para cima