Morre Eric Dane, ator de “Grey’s Anatomy”, meses após revelar diagnóstico
O ator Eric Dane, conhecido principalmente por seus papéis nas séries “Grey’s Anatomy” e “Euphoria”, faleceu aos 53 anos nesta quinta-feira (19). Seu falecimento ocorreu meses depois de ter sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurológica degenerativa sem cura que afeta o sistema nervoso. A informação foi confirmada por seu assessor.
Em comunicado, foi destacado que Eric Dane enfrentou a doença com muita coragem e passou seus últimos momentos cercado pelo carinho de amigos próximos, de sua esposa e de suas duas filhas, Billie e Georgia, que eram o grande amor de sua vida.
O que é esclerose lateral amiotrófica (ELA)?
A esclerose lateral amiotrófica é uma condição neurológica progressiva que compromete o sistema nervoso. Infelizmente, ainda não existe cura para a doença, cujo impacto mais significativo é a perda gradual das funções motoras, prejudicando atividades essenciais como falar, movimentar-se, engolir e respirar.
Um caso bastante conhecido envolvendo essa doença foi o do físico e matemático Stephen Hawking, que viveu por mais de 50 anos com a condição antes de falecer em 2018.
Segundo o Ministério da Saúde, as causas exatas da ELA não são totalmente esclarecidas. Cerca de 10% dos casos estão ligados a mutações genéticas. Outras possíveis origens envolvem desequilíbrios químicos cerebrais que prejudicam as células nervosas, doenças autoimunes e erros no metabolismo das proteínas.
Desde o anúncio de seu diagnóstico, Eric Dane tornou-se um importante defensor da conscientização sobre a ELA, usando sua trajetória para apoiar pessoas que também enfrentam a doença. A enfermidade afeta os neurônios motores, que controlam movimentos voluntários como andar, falar, respirar e mastigar.
O comunicado sobre sua morte ressaltou o impacto de sua luta, a gratidão que ele tinha relativa ao apoio recebido dos fãs, e o pedido de privacidade da família neste momento tão difícil.
Sintomas da esclerose lateral amiotrófica (ELA)
A manifestação da ELA geralmente ocorre após os 50 anos, mas pode afetar pessoas em outras idades também. Os sintomas comuns incluem:
- Perda gradual de força muscular e coordenação;
- Dificuldade para realizar atividades cotidianas, como subir escadas e caminhar;
- Comprometimento da respiração e deglutição;
- Facilidade para engasgar;
- Babar excessivamente;
- Gagueira;
- Postura da cabeça inclinada para frente;
- Cãibras e contrações musculares;
- Alterações na fala, como ritmo lento ou arrastado;
- Rouquidão e mudanças na voz;
- Perda de peso significativa.
Existe cura para a esclerose lateral amiotrófica (ELA)?
Até o momento, não há um tratamento curativo para a ELA. A sobrevida média após o diagnóstico é limitada, sendo que aproximadamente 25% dos pacientes vivem mais de cinco anos com acompanhamento médico, fisioterapia, reabilitação e, em muitos casos, uso de órteses e cadeira de rodas.
Como é feito o tratamento da ELA?
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o riluzol, um medicamento que ajuda a retardar a progressão da doença e pode prolongar a vida dos pacientes. Além do uso de medicação, há tratamentos especializados oferecidos pelos Centros Especializados em Reabilitação do SUS, que auxiliam na reabilitação funcional dos acometidos pela doença.



