Sergio Zimerman comenta sobre empresa que não aparece no Google: ‘Negócio que não cresce, termina morrendo’
Em uma participação no programa Choque de Gestão, o fundador da Petz compartilhou insights sobre o valor do boca a boca para empresas, mas alertou que este pode limitar o crescimento dos negócios que desejam expandir.
Mesmo possuindo produto de qualidade, clientes satisfeitos e quase 20 anos de atuação, algumas empresas enfrentam dificuldades para evoluir. Esse foi o diagnóstico feito por Sergio Zimerman ao analisar a Delínea, uma empresa de cortinas e persianas localizada na zona sul de São Paulo, durante o episódio mais recente do reality show Choque de Gestão, promovido pela EXAME e patrocinado pelo Santander Empresas.
Durante a mentoria, Zimerman identificou um obstáculo fundamental para a estagnação da Delínea: pouquíssimos consumidores conseguiam encontrar a empresa por meio da internet.
Segundo Zimerman, essa condição ilustra um erro comum entre pequenas e médias empresas. Muitas investem anos na construção de uma reputação sólida, mas negligenciam a geração ativa de demanda, ficando praticamente dependentes apenas das indicações para atrair novos clientes.
“Negócio que não cresce, morre”, declarou o empresário no episódio.
O papel do boca a boca e seus limites
Para o fundador da Petz, as recomendações espontâneas ainda são um dos maiores ativos que uma marca pode ter. O problema vem quando elas se transformam na única fonte de crescimento. A partir da experiência da Delínea, Zimerman ensinou cinco aprendizados fundamentais para quem quer escalar sem depender exclusivamente do boca a boca.
O risco da estabilidade
No caso da Delínea, a base da estabilidade vinha justamente das indicações, resultado de anos de atendimento de qualidade e bom serviço. Embora esse modelo tenha sustentado o negócio, Zimerman destacou que ele impõe um teto para a expansão.
Para ele, os conceitos de indicação e crescimento em escala são distintos. O boca a boca mostra a satisfação dos clientes, porém raramente é capaz de gerar demanda em proporções suficientes para uma nova etapa de ampliação. É necessário, em algum momento, investir em marketing, visibilidade e aquisição de clientes para ultrapassar essa barreira.
“O boca a boca é crucial para demonstrar que o serviço é bom, mas ele deixará a empresa estável, sem crescimento”, explicou.
Cinco ensinamentos de Sergio Zimerman para empreendedores
Durante o episódio, Zimerman indicou lições essenciais para qualquer negócio que deseja avançar:
- Mude antes de enfrentar uma crise: empresas saudáveis têm mais capacidade para testar estratégias e aprender com erros.
- Não confunda estabilidade com crescimento: funcionar bem não significa estar avançando para o próximo nível.
- O boca a boca tem limite: recomendações ajudam a firmar a reputação, mas raramente sustentam um crescimento acelerado prolongado.
- Visibilidade é importante: se o cliente busca sua solução e não a encontra, encontrará o concorrente.
- Crescer requer ação planejada: apenas entregar qualidade não escalona um negócio; é preciso gerar demanda constantemente.



