Oncoclínicas (ONCO3) registra prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão no 4T25, mais que o dobro em relação ao ano anterior
A Oncoclínicas (ONCO3) divulgou um prejuízo líquido de R$ 1,516 bilhão no último trimestre de 2025, valor que quase dobrou (alta de 99,7%) comparado ao mesmo período de 2024. No fechamento do ano, a companhia acumulou um déficit de R$ 3,671 bilhões, marcando uma expressiva elevação negativa em comparação ao ano anterior.
Durante os meses de outubro a dezembro, a receita da empresa atingiu R$ 1,368 bilhão, apresentando uma redução de 12,6% no comparativo anual. Em um intervalo de 12 meses, a receita total da rede especializada em oncologia somou R$ 5,739 bilhões, refletindo uma queda de 7,8% quando comparada ao período anterior.
Quanto ao Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), a empresa reportou um resultado negativo de R$ 574,0 milhões no último trimestre, o que representa uma diminuição moderada de 0,3%. No acumulado de 2025, o Ebitda ficou negativo em R$ 1,693 bilhão, contrastando com o lucro de R$ 206,4 milhões obtido em 2024.
Ao final de 2025, a dívida líquida da Oncoclínicas alcançou R$ 2,934 bilhões, enquanto a dívida líquida total chegou a R$ 3,286 bilhões, dentre os quais R$ 109 milhões são classificados como não correntes. Essa elevação da dívida foi influenciada por eventos atípicos que impactaram negativamente suas finanças.
A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, atingiu 3,5 vezes, um patamar elevado para a companhia. Quando analisada segundo os covenants contratuais, essa alavancagem alcançou 4,2 vezes.




