Os novos bilionários do setor cripto em 2025 e aqueles que sofreram perdas bilionárias
No ano que começou promissor para os ativos digitais, o ambiente regulatório nos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump se mostrou favorável ao setor cripto, impulsionando o aumento dos preços e a abertura de capital por várias empresas. No entanto, apesar dessa atmosfera positiva, determinados fatores como a queda nas cotações dos criptoativos influenciaram fortemente a variação patrimonial de alguns bilionários do setor.
Panorama geral do mercado e ambiente regulatório
Em 2025, o presidente Trump, apoiado por doações milionárias da indústria de criptomoedas, buscou fortalecer um cenário regulatório mais amigável para o setor. Isso levou a um momento de entusiasmo, com elevações expressivas dos preços dos ativos digitais, abertura de capital de diversas companhias e até indultos presidenciais para figuras importante da criptoeconomia.
Segundo Jeff Dorman, gestor da Arca especializada em criptomoedas, os temores que pressionavam o mercado por anos se dissiparam, tornando a participação no universo cripto segura e integrada ao sistema financeiro tradicional. Contudo, no aspecto dos preços, o bitcoin teve uma redução acumulada de cerca de 6% até dezembro, e a maioria dos demais tokens teve quedas ainda maiores, impactando negativamente a riqueza de alguns empreendedores.
Bilionários que se destacaram em 2025
Jeremy Allaire – Circle Internet Group
Com um patrimônio estimado em US$ 1,7 bilhão, Allaire viu sua fortuna crescer 149% desde o começo do ano, apesar de uma redução de 68% desde o pico em junho. A Circle, fundada por ele em 2013, é destaque pela sua stablecoin USDC, segunda maior do mundo com mais de US$ 77 bilhões em circulação, embora esteja atrás da USSDT da Tether.
A empresa valorizou-se em US$ 6,9 bilhões após um IPO de sucesso, com suas ações subindo 168% desde o lançamento. No terceiro trimestre, registrou um lucro líquido de US$ 214 milhões, crescimento superior a 200% em relação ao ano anterior.
Giancarlo Devasini – Tether
Presidente do conselho da Tether, Devasini tem um patrimônio estimado em US$ 13,2 bilhões, com valorização de 60% no ano e recuo modesto de 4% desde o pico em setembro. A Tether ampliou a circulação do USDT em mais de 15% e distribuiu US$ 10 bilhões em dividendos. A empresa cogita captação de US$ 20 bilhões, com avaliação potencial de US$ 500 bilhões, podendo elevar consideravelmente a fortuna de Devasini.
Mike Cagney – Figure Technology Solutions
Com patrimônio de US$ 2,1 bilhões, Cagney, fundador da empresa que atua com blockchain, viu sua fortuna crescer 46% desde setembro. A Figure abriu capital com avaliação de US$ 6,6 bilhões, e seu fundador é experiente no mercado de fintechs, tendo participado da cofundação da SoFi Technologies.
Mike Novogratz – Galaxy Digital
Fundador da Galaxy Digital, empresa focada em serviços financeiros com ativos digitais, Novogratz possui patrimônio estimado em US$ 6,7 bilhões, aumento de 32% no ano, apesar de queda de 35% em relação ao pico. A Galaxy recebeu receitas significativas ao administrar reservas cripto de diversas empresas, crescendo mais de 200% no terceiro trimestre em comparação ao ano anterior.
Balanço estável para alguns investidores
Barry Silbert – Digital Currency Group
Com patrimônio em US$ 3,1 bilhões e crescimento de 27% no ano, Silbert voltou a liderar a Grayscale, maior gestora de ativos digitais do mundo, mesma que enfrenta ainda processos judiciais relacionadas à crise da Genesis. Ele também investiu em inteligência artificial via blockchain com a Yuma Asset Management.
Brendan Blumer – Bullish
Com patrimônio de US$ 1,8 bilhão, Blumer é cofundador da corretora cripto Bullish, que abriu capital com avaliação de US$ 5,4 bilhões. A empresa recebeu licença para operar em Nova York e iniciou atividades nos EUA, embora o valor patrimonial de Blumer tenha reduzido 42% desde o pico.
Brian Armstrong – Coinbase Global
Armstrong, com patrimônio de US$ 11 bilhões, viu sua riqueza praticamente estável no ano, e a Coinbase foi incluída no índice S&P 500. Apesar das estratégias adotadas, as ações da plataforma mantêm-se próximas dos valores de início do ano, refletindo cautela no mercado.
Donald Trump e família – World Liberty Financial
O patrimônio estimado em US$ 6,5 bilhões sofreu poucas variações no ano, embora houve uma entrada forte no universo cripto com várias participações, incluindo memecoin Trump e American Bitcoin Corp. Porém, diversos ativos perderam grande valor, chegando a quedas expressivas impactando investidores e a família.
Changpeng Zhao – Binance
Zhao, fundador da Binance, mantém patrimônio em torno de US$ 50,9 bilhões, com leve queda de 5%. Recebeu indulto presidencial por uma condenação anterior e estabeleceu parcerias relevantes, como investimento de US$ 2 bilhões ligado a Abu Dhabi e apoio a projetos tecnológicos.
Chris Larsen – Ripple Labs
Larsen, com patrimônio de US$ 14,6 bilhões, viu ligeira queda, mas a Ripple concluiu disputa judicial com a SEC e levantou US$ 500 milhões numa avaliação de US$ 40 bilhões, consolidando-se com perspectiva positiva para o futuro.
Justin Sun – Tron
O empresário, dono de uma capitalização patrimonial de US$ 10,3 bilhões, enfrentou queda na riqueza de 16% no ano. Sun destacou-se com eventos públicos e sua rede Tron movimenta mais de US$ 20 bilhões diariamente. Sua posição sofreu abalos devido a quedas em tokens vinculados a ele.
Bilionários que sofreram perdas significativas
Michael Saylor – Strategy
Responsável pela Strategy, pioneira em tesouraria institucional em bitcoin, Saylor viu seu patrimônio reduzir 37% no ano e 59% desde o pico em julho. A empresa segue comprando bitcoins, somando cerca de US$ 2 bilhões em aquisições, mas enfrentou competição que afetou o valor de suas ações.
Cameron e Tyler Winklevoss – Gemini Space Station
Os gêmeos, com patrimônio de US$ 4,8 bilhões, perderam quase 60% do valor no ano e 70% desde o pico após o IPO da Gemini. A corretora depende de financiamentos próprios, e o recuo no valor do bitcoin diminuiu ainda mais os investimentos pessoais da dupla.



