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Por Que Masayoshi Son Discorda Da Tese De IA De Elon Musk

Por Que Masayoshi Son Discorda Da Tese De IA De Elon Musk

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Masayoshi Son, do SoftBank, questiona tese de Elon Musk sobre data centers de IA no espaço

Masayoshi Son, fundador do SoftBank, expressou dúvidas sobre o plano de Elon Musk de instalar data centers de inteligência artificial em órbita. Son, conhecido por acreditar em ideias audaciosas, considera que a proposta de Musk pode não ser viável economicamente.

Enquanto Musk e Son são duas figuras centrais em investimentos tecnológicos visionários, ambos possuem abordagens distintas para impulsionar a transformação provocada pela inteligência artificial – uma das maiores revoluções desde a eletricidade.

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A proposta dos data centers espaciais

Uma parcela expressiva do valor de mercado da SpaceX, estimado em cerca de US$ 2 trilhões, está ligada à ideia de Musk de implantar data centers no espaço, aproveitando a abundância de energia solar nesta região para tornar o funcionamento mais eficiente em termos de custos do que na Terra. Musk afirmou recentemente ser algo óbvio, com planos que podem começar a se concretizar já em 2028, segundo documentos da oferta pública inicial da empresa.

Esta iniciativa adquire relevância num período em que grandes empresas tecnológicas enfrentam resistência para construir novos data centers nos Estados Unidos, necessários para suportar o avanço acelerado da IA. Jeff Bezos também reconhece o potencial do conceito, mas acredita que os prazos estimados por Musk são provavelmente muito otimistas.

O ceticismo de Son

Son destaca que o custo da eletricidade responde por apenas 7% dos gastos totais na operação de um data center terrestre, enquanto a maior parte das despesas está associada a chips, equipamentos e outros componentes. Com base nisso, ele questiona se os custos operacionais realmente compensariam a migração para instalações espaciais.

Musk, entretanto, enfrenta essas ceticidades ao longo de sua trajetória e segue convencido de que os princípios da física determinam o que é possível alcançar, Como exemplo, suas iniciativas em foguetes reutilizáveis e carros elétricos se mostram inovadoras e disruptivas. Por outro lado, nem sempre a aposta em uma abordagem baseada exclusivamente na física é a mais rápida, ilustrado pelo fato de que a Waymo, subsidiária da Alphabet, já opera uma frota de veículos autônomos eficientemente, enquanto a Tesla ainda se empenha para entregar seu serviço de robotáxi robusto, adotando tecnologia de câmeras em vez de LiDAR.

Desafios e velocidade na evolução da IA

Son parece mais preocupado com a velocidade das mudanças no setor de IA, que está em constante transformação com novos modelos surgindo a cada poucas semanas e movimentações frequentes entre executivos. Ele acredita que problemas técnicos relacionados à manutenção e operação de data centers no espaço podem levar uma década ou mais para serem resolvidos, o que neste ritmo acelerado pode significar perder a liderança do mercado.

Segundo Son, a competição será decidida nos próximos anos e, por isso, é melhor focar em oportunidades imediatas ligadas à IA na Terra, onde o panorama é mais claro e há mais chances de sair na frente.

Estratégia e investimentos do SoftBank

A tática de Son sempre envolve grandes apostas antecipadas, exemplo disso foi o investimento inicial de sucesso no Alibaba. Em 2017, ele criou o Vision Fund, com US$ 100 bilhões para investir em tecnologia, embora nem todas as apostas tenham tido sucesso, como o caso da WeWork.

Na reunião anual da SoftBank, Son apresentou como foco quatro pilares estratégicos para seu investimento em IA: modelos de inteligência artificial, semicondutores, robótica e infraestrutura. Isso está refletido nos investimentos recentes da SoftBank em empresas como OpenAI, a fabricante de chips Arm Holdings, e em projetos globais de data centers.

Visões diferentes, objetivos alinhados

Apesar das diferentes abordagens, tanto Son quanto Musk parecem construir partes de um mesmo quebra-cabeça futurista. A AI da SpaceX compete com a OpenAI, a colaboração entre SpaceX e Tesla avança na infraestrutura de chips, e a Tesla se volta para o desenvolvimento em robótica, enquanto a ideia de data centers orbitais pretende fechar o quadro.

Ambos apostam que, assim como ocorreu em mercados de internet e smartphones, quem alcançar primeiro a concretização da visão de IA poderá dominar o cenário.

Em suma, o tempo será um fator crucial na corrida da inteligência artificial, e a capacidade de transformar teoria em prática mais rapidamente deve determinar o vencedor.

Texto traduzido e adaptado por InvestNews.

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