Setores Promissores Para Investir Em Ações Com Potencial de Crescimento

Setores Promissores Para Investir Em Ações Com Potencial de Crescimento

Setores com maior potencial para investimentos em ações em 2026

O Ibovespa encerrou 2025 com um aumento expressivo de 34%, representando seu melhor desempenho anual desde 2016, acompanhado por sucessivos recordes. Com o início de 2026, determinados segmentos do mercado surgem como oportunidades para aproveitar o crescimento econômico esperado para este ano.

A expectativa de que as taxas de juros comecem a diminuir por volta de março, aliada à previsão de desaceleração da inflação, coloca os ativos de risco no centro das atenções, já que esse cenário tende a reduzir o custo de capital das empresas e estimular investimentos.

Segundo Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, 2026 promete ser um ano de significativa relevância para o principal índice da bolsa brasileira, diante de um conjunto de fatores macroeconômicos que aumentam a atratividade do Ibovespa em médio e longo prazo.

Chinchila projeta um cenário base com o Ibovespa alcançando 175 mil pontos, e um cenário otimista de até 190 mil pontos.

“Espera-se uma desaceleração gradual da inflação e o início de um ciclo mais definido de redução dos juros reais. Além disso, o nível de valuation ainda está descontado quando comparado a mercados desenvolvidos, o que mantém o Brasil atrativo para investidores estrangeiros”, comenta o analista.

Nesse contexto, ele ressalta que manter investimentos na bolsa é uma alternativa sólida para capturar o crescimento econômico, além de ganhos de capital e geração de dividendos.

Principais setores com destaque em 2026

De acordo com Chinchila, empresas com sólida estrutura financeira, modelos de negócios resistentes e forte geração de caixa tendem a se destacar em um ambiente mais favorável para crédito, consumo e investimentos produtivos. Dentro desse panorama, o setor financeiro é um dos mais promissores, especialmente os grandes bancos, que combinam alta rentabilidade, eficiência operacional e capacidade para repassar custos.

O setor de energia elétrica e saneamento, conhecido por sua característica defensiva, permanece atrativo devido às receitas estáveis e a marcos regulatórios mais consolidados.

Além disso, o segmento de óleo e gás continua relevante, destacando-se empresas focadas em eficiência operacional e disciplina financeira, enquanto os setores de logística e infraestrutura ganham força, acompanhando a retomada gradual da atividade econômica e investimentos estruturais.

As commodities exportadoras, como papel e celulose, também se sobressaem pela diversificação geográfica das receitas e proteção natural contra variações cambiais. Já setores ligados ao consumo discricionário e à construção civil têm potencial para se beneficiar de forma mais intensa caso o ciclo de juros baixos se consolide, alavancando crédito e demanda.

Para o BB Investimentos, no setor financeiro, a redução da inadimplência é um foco, com os juros beneficiando os resultados financeiros e a divisão de seguros se favorecendo de menor ocorrência de eventos climáticos, embora haja intensa concorrência no mercado de ações.

No segmento das hard commodities — que engloba mineração, siderurgia, papel e celulose e petróleo e gás —, espera-se que a desaceleração da economia chinesa continue impactando a demanda por matérias-primas básicas em 2026, embora a recuperação de outras regiões possa compensar parcialmente essa tendência.

Em relação ao petróleo, o BB prevê preços mais baixos, pressionando a geração de caixa das companhias, com atenção especial aos níveis de investimento das mesmas.

Já nas soft commodities, prevê-se boa produtividade para soja e milho, mas preços sem espaço para valorização. Nas proteínas, as margens deverão permanecer pressionadas, embora sustentadas pelas fortes exportações. Para o açúcar, os preços devem continuar sob pressão devido ao recorde global de produção.

No setor de infraestrutura, preços mais elevados da energia favorecem a receita das geradoras, porém restrições na capacidade de geração limitam o otimismo. Os investimentos em saneamento tendem a continuar em alta, enquanto o setor de transportes deve experimentar uma forte expansão, acompanhando a retomada da indústria.

Por fim, no setor de consumo, a baixa taxa de desemprego e o possível início de um ciclo de redução dos juros estimulam a economia, embora o endividamento e a inadimplência das famílias sigam sendo desafios para o ano.

Atenção para riscos e cautelas

Régis Chinchila alerta que, apesar das múltiplas oportunidades em variados setores, o ambiente fiscal e a volatilidade no cenário político precisam ser monitorados atentamente, pois podem influenciar as curvas de juros e desencadear oscilações significativas no mercado.

Setores com maior dependência do consumo interno e empresas com alto grau de alavancagem financeira devem ser analisados com maior seletividade, assim como companhias expostas a ciclos globais das commodities.

Em resumo, 2026 oferece uma combinação atrativa de assimetria positiva para o mercado de ações brasileiro, desde que o investidor adote uma estratégia disciplinada, diversificada e que priorize empresas de qualidade, equilibrando as oportunidades de crescimento com a gestão adequada dos riscos.

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