São Paulo registra recorde na abertura de empresas em janeiro com crescimento de 10,8%
Em janeiro de 2026, o estado de São Paulo contabilizou a criação de 36.373 novas empresas, conforme dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Esse número é o maior da série histórica para o mês de janeiro, superando a média mensal de 33.744 constituições observada durante 2025.
Comparado ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 32.816 empresas, houve um aumento de 10,8%. Essa variação percentual ultrapassa o crescimento total verificado durante o ano de 2025, que foi de 9,9%.
Desde 2022, o estado apresenta sucessivos aumentos no número de empresas abertas no primeiro mês do ano. Em relação ao início de 2022, quando foram criadas 19.752 empresas, o crescimento acumulado até janeiro de 2026 chega a 84,1%.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, esses resultados são consequência das ações promovidas para estimular a formalização de negócios e atrair investimentos. Ele destacou que o recorde reflete a confiança dos empresários e o empenho do governo estadual em gerar empregos, renda e desenvolvimento regional.
Já o presidente da Jucesp, Márcio Massao Shimomoto, atribuiu os bons números às políticas de simplificação administrativa implantadas, que facilitam a desburocratização, modernizam os serviços e fortalecem o ambiente empresarial. Para ele, essas iniciativas criam condições favoráveis para novos empreendimentos e demonstram a confiança dos empresários no cenário de negócios paulista.
Saldo líquido de empresas também cresce
Além do total de empresas abertas, o saldo líquido – que corresponde à diferença entre novas constituições e baixas de empresas – também teve avanço. Em janeiro de 2026, esse saldo chegou a 22.105 empresas, ante 20.705 no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 6,7%.
Na comparação com janeiro de 2023, quando o saldo líquido foi de 11.356 empresas, o aumento acumulado é ainda mais expressivo, atingindo 94,6%.
É importante destacar que essas estatísticas envolvem apenas empresas registradas pela Jucesp, não incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), que são contabilizados pela Receita Federal.



