Anúncio
Anúncio
Sphere De Las Vegas: A Arena Mais Lucrativa Do Mundo

Sphere De Las Vegas: A Arena Mais Lucrativa Do Mundo

Anúncio
Anúncio

O Sphere, espaço imersivo em Las Vegas, torna-se a arena com maior receita mundial

Localizada em Las Vegas, a arena Sphere revolucionou o entretenimento ao vivo e atualmente lidera em faturamento global. Com uma tecnologia inovadora, artistas renomados como Phish, Eagles e Backstreet Boys têm atraído plateias esgotadas para suas apresentações.

Em um recente show, a canção “Sigma Oasis” envolveu 17.600 fãs em uma experiência única, como se estivessem dentro de um ovo rachando e nascendo pássaros a voar, destacando a atmosfera imersiva que o Sphere oferece.

Anúncio
Anúncio

Atualmente, essa arena tornou-se a mais lucrativa do mundo, gerando US$ 379 milhões em receitas e vendendo 1,7 milhão de ingressos somente no último ano, conforme dados da Pollstar.

Apesar de sua inauguração há apenas três anos, o Sphere enfrentou desafios significativos para sua construção, que custou US$ 2,3 bilhões — quase um bilhão acima do orçamento previsto — e sofreu vários atrasos. O projeto foi idealizado por James Dolan, conhecido por seu vasto império esportivo e cultural, que inclui times como New York Knicks e New York Rangers, além do Madison Square Garden.

Expansão do modelo Sphere

A empresa Sphere Entertainment tem planos ambiciosos de disseminar o conceito para outras localidades. Um projeto em Abu Dhabi está em andamento, assim como uma arena menor, com capacidade para cerca de 6 mil pessoas, no National Harbor, Maryland, próximo a Washington, D.C. Além disso, executivos estudam outras cidades para futuras unidades, pretendendo operacionalizar até cinco ou seis projetos simultaneamente e maximizar a expansão da marca Sphere.

O sucesso inesperado do Sphere se deve à combinação de tecnologia avançada com shows de artistas cujas carreiras são acompanhadas por fãs há décadas, como Bono, vocalista do U2. Isso permite que a arena atraia tanto o público da mesma geração dos artistas quanto as novas gerações interessadas em experiências nostálgicas e inovadoras.

A programação inclui residências prolongadas de artistas consagrados, que podem durar desde dias até meses, aliando nomes de grande apelo a produções visuais grandiosas que demandam meses de preparo. Exemplos atuais incluem os Eagles, Kenny Chesney e Backstreet Boys. Além dos shows, durante o dia, são oferecidas experiências imersivas, como a versão remasterizada de “O Mágico de Oz”, que permite ao público sentir-se caminhando ao lado de Dorothy pela estrada de tijolos amarelos.

Origem e desafios do Sphere

A ideia do Sphere surgiu em 2016 a partir de um simples esboço de Dolan: um círculo com uma pessoa no centro, que sua equipe transformou em um projeto revolucionário. A construção iniciou-se em 2018 com orçamento de US$ 1,2 bilhão, porém, a pandemia de Covid-19 interrompeu as obras e colocou em dúvida a viabilidade de grandes locais de entretenimento ao vivo.

Durante o desenvolvimento, o projeto causou dúvidas entre especialistas e executivos. A revista Rolling Stone chegou a classificá-lo como um “local de shows insano”. Um executivo comparou o espaço a um “planetário multiplicado por dez”. Entre as incertezas estavam se os artistas investiriam milhões em produções para o Sphere, se os fãs aceitariam viajar ao deserto para assistir aos shows, e se a tecnologia não ofuscaria os próprios artistas.

Inauguração e popularização

A primeira grande confirmação veio com o U2, que possui histórico de shows com tecnologia avançada e aceitou inaugurar a arena ainda antes de sua conclusão. A residência do U2, que começou em setembro de 2023, reuniu 40 apresentações de sucesso.

Posteriormente, outras residências voltadas à nostalgia e a públicos com maior poder aquisitivo consolidaram o sucesso. Exemplos são Dead & Company, Phish, Eagles e Backstreet Boys. Para o ano em curso, artistas como No Doubt, Metallica e Carín León estão confirmados.

Josephine Vaccarello, executiva da Sphere Entertainment, comentou que o espaço ainda está apenas “arranhando a superfície”, indicando que cada novo artista tenta superar as expectativas dos anteriores.

Experiências imersivas e inovações tecnológicas

Além dos shows, a arena investe em experiências imersivas exclusivas. O projeto de recriação de “O Mágico de Oz” contou com a colaboração de engenheiros de inteligência artificial do Google, com investimento aproximado de US$ 100 milhões. Cenas como maçãs caindo do teto e folhas girando simulam efeitos realistas, reforçando a imersão do público.

Entre agosto e janeiro, essa produção atingiu mais de US$ 260 milhões em vendas de ingressos, ressaltando seu sucesso comercial.

Impacto na indústria musical e desempenho financeiro

O Sphere reflete uma tendência crescente na indústria da música, em que grandes turnês movimentam economias expressivas e demonstram que o público está disposto a viajar para participar de experiências exclusivas, como acontece com Taylor Swift, por exemplo.

Após um início com prejuízo, a Sphere Entertainment registrou lucro líquido de US$ 33,4 milhões no último ano, revertendo perdas anteriores na ordem de US$ 325 milhões. O desempenho positivo também impulsionou a valorização das ações da empresa.

Os preços dos ingressos para os shows variam amplamente, podendo alcançar valores de milhares de dólares, com média de revenda de US$ 521 neste ano – superior aos US$ 415 do ano passado –, segundo dados da SeatGeek. Apresentações do Phish lideram entre as mais caras, seguidas por U2 e Eagles.

Novas oportunidades para artistas e reconhecimento do público

O espaço proporciona aos artistas possibilidades criativas inéditas. Como exemplo, o DJ Illenium lançou um álbum concebido especialmente para a ambientação visual oferecida pela arena.

Para os fãs, a experiência redefine o padrão dos espetáculos ao vivo. Jeff Stein, músico de São Francisco, comparou a sensação com a chegada do IMAX, ressaltando que o Sphere entregou o que aquele formato prometia inicialmente.

Este conteúdo foi adaptado do inglês por InvestNews.

Fonte

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Rolar para cima