Stihl registra crescimento de 25% no Brasil e alcança recorde histórico de faturamento de R$ 4 bilhões
A operação da Stihl no Brasil, gigante no segmento de motosserras e ferramentas motorizadas portáteis, encerrou 2025 com um faturamento recorde de 4 bilhões de reais, representando o maior resultado já conquistado pela empresa no país.
Esse avanço corresponde a um aumento de 25% em relação ao ano anterior e evidencia o crescimento significativo da subsidiária no mercado nacional.
Importância da subsidiária brasileira para o grupo global
O Brasil é uma das unidades mais expressivas dentro do grupo alemão, que está se preparando para celebrar seu centenário em 2026. A fábrica situada em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, abastece 73 países ao redor do mundo e é responsável pela produção dos cilindros de motores utilizados em 90% dos equipamentos a combustão da marca.
Esse desempenho fortalece a tendência de crescimento orientada pelas exportações e pela maior integração regional. Em 2024, o faturamento registrado foi de 3,2 bilhões de reais.
Expansão e estratégias adotadas
Cláudio Guenther, presidente da Stihl para a América Latina, destaca que alcançar os 4 bilhões em faturamento reflete tanto o volume quanto a eficácia estratégia da companhia. Ele aponta que inovações no portfólio de produtos, diversificação dos canais de venda, crescimento do e-commerce e campanhas constantes reforçaram a presença da marca no mercado.
Para seguir crescendo, a empresa prevê lançar 16 novos produtos no Brasil em 2026, contemplando equipamentos a bateria, elétricos e a combustão. Ademais, pretende investir 101 milhões de reais em tecnologia, automação, além da capacitação de colaboradores e revendedores.
Exportações como propulsor do crescimento
O principal impulso para o aumento de 25% foi dado pelas vendas externas. A operação brasileira exporta para 73 países e representa aproximadamente metade da produção nacional da Stihl.
A forte dependência das exportações contribui para minimizar os riscos do mercado interno — especialmente em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito, que impacta o agronegócio, o principal segmento atendido pelos mais de 5,2 mil pontos de venda da marca no Brasil.
Por outro lado, a abertura aos mercados internacionais aumenta a exposição às variações cambiais e às oscilações da demanda global.
Como parte da intenção de fortalecer sua atuação regional, foi inaugurado em meados de 2025 o Hub Latam, uma estrutura que centraliza a gestão de 32 países da América Latina e do Caribe, com sede em São Leopoldo. Guenther acumula as funções de presidente da operação brasileira e da regional.
Segundo Guenther, essa organização regional proporciona maior foco, colaboração e eficiência, permitindo a captação de oportunidades em países como Argentina, Colômbia e Peru, que têm apresentado crescimento relevante.
Fábrica e sustentabilidade: transição para o biometano
Além dos bons resultados comerciais, 2025 também marcou a adoção do biometano como fonte de abastecimento na unidade gaúcha, em parceria com a Ultragaz. O combustível renovável substitui parte do gás natural fóssil usado na produção.
Essa iniciativa deve reduzir anualmente em 4.080 toneladas as emissões de CO₂, com cerca de dois terços do gás consumido pela fábrica vindo de fontes sustentáveis.
Guenther explica que a Stihl estabeleceu a meta global de diminuir em 40% o uso de energia fóssil até 2030, compromisso que será atingido já em 2026. Após análises de diversas opções, o biometano foi escolhido como solução que alinha sustentabilidade, viabilidade técnica e econômica, além de garantir segurança no fornecimento.
O gás é aplicado em processos como fusão de alumínio e geração de energia térmica, com perspectiva futura de expansão para a frota logística da empresa.
Equilíbrio entre motores a combustão e portfólio elétrico
Celebrando o centenário global, a Stihl reforça sua estratégia de “dupla liderança tecnológica”, mantendo a tradição em motores a combustão enquanto amplia o portfólio de equipamentos elétricos.
Dr. Nikolas Stihl, presidente do conselho da companhia, ressalta que para alcançar um século de existência é necessário respeitar as origens e, simultaneamente, adaptar-se às transformações, iniciando novos capítulos.
No Brasil, o portfólio dispõe de 124 soluções. Embora a participação dos equipamentos a bateria ainda seja inferior à da Europa — onde a adesão é mais acelerada — a empresa continua avançando em ambas as tecnologias.
O desafio está em harmonizar custo, autonomia e a mudança de hábitos do consumidor, especialmente no meio rural, onde jornadas longas favorecem a preferência por motores a combustão.
Perspectivas para 2026 e desafios futuros
Com um quadro de aproximadamente 3,4 mil colaboradores no Brasil, três centros de distribuição e presença em mais de 160 países, a Stihl entra em 2026 com a dupla conquista do centenário e do maior faturamento da história no país.
O desafio agora consiste em manter esse ritmo em um ambiente global ainda inseguro e demonstrar que o recorde registrado não representa um caso isolado, mas sim um novo patamar de produção e escala para a companhia.



