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Superávit Da Balança Comercial Impulsionado Por Exportação De Petróleo

Superávit Da Balança Comercial Impulsionado Por Exportação De Petróleo

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Superávit da balança comercial brasileira alcança US$ 10,5 bilhões em abril com exportação de petróleo em alta

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 7 de maio, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 10,537 bilhões no mês de abril. Esse resultado representa um crescimento expressivo de 37,5% em relação ao saldo de abril de 2025, que foi de US$ 7,67 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma total das operações de exportação e importação do país, alcançou US$ 57,759 bilhões, apresentando um avanço anual de 10,8%.

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Desempenho das exportações e importações

O aumento no saldo comercial refletiu especialmente o bom desempenho das exportações, que chegaram a US$ 34,148 bilhões em abril, com crescimento de 14,3% comparado ao mesmo período do ano anterior. As importações também cresceram, mas em ritmo mais moderado, somando US$ 23,611 bilhões, uma alta de 6,2% na mesma base de comparação.

Setores com maior evolução nas exportações

De acordo com o MDIC, o aumento das exportações foi impulsionado por três setores principais:

Agropecuária

O segmento da agropecuária registrou uma expansão de 16,1%, o que equivale a um incremento de US$ 1,28 bilhão nas vendas externas. Os destaques dentro desse setor incluem:

  • Soja, com alta de 18,8% e ganho de US$ 1,11 bilhão;
  • Algodão em bruto, avançando 43,7% e gerando US$ 0,17 bilhão adicionais;
  • Animais vivos (exceto pescados e crustáceos), crescendo 148,4%, com acréscimo de US$ 0,11 bilhão;
  • Milho não moído, excluindo milho-doce, com aumento de 149,0% e US$ 0,07 bilhão a mais;
  • Frutas e nozes frescas ou secas, subindo 20,0%, o que representa US$ 0,02 bilhão em acréscimo.

Indústria extrativa

Este setor teve um avanço de 17,9%, com um incremento de US$ 1,26 bilhão nas exportações. Entre os principais produtos que contribuíram para esse resultado estão:

  • Óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos, crus, com alta de 10,6% e aumento de US$ 0,46 bilhão;
  • Minério de ferro e seus concentrados, que cresceram 19,5%, somando US$ 0,40 bilhão;
  • Minérios de cobre e seus concentrados, avançando 55,0%, o que significa US$ 0,27 bilhão a mais;
  • Minérios de metais preciosos e seus concentrados, com um aumento expressivo de 1.209,8% e ganho de US$ 0,05 bilhão;
  • Outros minerais em estado bruto, que registraram alta de 70,4% e US$ 0,03 bilhão adicionais.

Indústria de transformação

A indústria de transformação apresentou crescimento de 11,6%, correspondendo a um acréscimo de US$ 1,71 bilhão nas exportações. Os produtos que se destacaram foram:

  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 29,4%, equivalente a US$ 0,36 bilhão;
  • Ouro não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados), que cresceu 75,9%, gerando US$ 0,36 bilhão;
  • Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes, que tiveram alta de 321,5%, somando US$ 0,25 bilhão;
  • Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, avançando 74,4%, com acréscimo de US$ 0,19 bilhão;
  • Óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos (exceto óleos brutos), que cresceram 19,1%, o que significa US$ 0,19 bilhão a mais.

Importações e desempenho no acumulado do ano

As importações tiveram uma alta de 6,2% em abril, impulsionadas principalmente pela indústria de transformação. Entre os produtos importados de maior destaque estão veículos automóveis de passageiros, combustíveis e semicondutores, totalizando US$ 23,611 bilhões no período.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 24,782 bilhões, o que representa um incremento de 43,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. As exportações somaram US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2%, e as importações atingiram US$ 91,77 bilhões, aumento de 2,5%.

Fonte

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