Top 10 Fundos Imobiliários Para Investir Em Fevereiro

Top 10 Fundos Imobiliários Para Investir Em Fevereiro

Os 10 fundos imobiliários mais recomendados para investir em fevereiro

Com o mercado já antecipando o início do ciclo de redução da taxa Selic, as carteiras indicadas para fundos imobiliários em fevereiro revelam uma mudança gradual nas preferências dos investidores. Os fundos conhecidos como “tijolo”, que aplicam em imóveis físicos, voltam a ter maior destaque, principalmente nos setores de logística e shoppings, enquanto os fundos de recebíveis (baseados em CRIs) continuam sendo o pilar defensivo nas estratégias, favorecidos pela elevada taxa de juros vigente.

As recomendações para este mês, elaboradas por instituições como Santander, BTG Pactual, EQI Research e Itaú BBA, apontam para uma composição mais diversificada, mesclando fundos que proporcionam renda regular com aqueles que podem valorizar suas cotas diante da perspectiva de cortes na Selic.

Carteira dos fundos imobiliários sugeridos para fevereiro

Código – Segmento
BTLG11 – Logística
BRCO11 – Logística
HGRU11 – Renda urbana
HSML11 – Shoppings
XPML11 – Shoppings
KNCR11 – Recebíveis
KNIP11 – Recebíveis
RBRR11 – Recebíveis
HGBS11 – Recebíveis
BTCI11 – Recebíveis

Fonte: Santander, BTG Pactual, EQI Research e Itaú BBA

Valorização das cotas e manutenção da renda

O mercado de fundos imobiliários está passando por um período de transição. Desde o ano anterior, os gestores têm ajustado suas carteiras, considerando a expectativa da queda dos juros no ciclo monetário. Embora os fundos de recebíveis ainda se beneficiem da Selic elevada, atualmente em 15% ao ano, observa-se um movimento que antecipa a redução da taxa, tornando os fundos de tijolo mais atraentes como investimentos que tendem a valorizar.

De acordo com o Termômetro do Copom, ferramenta que monitora as apostas no mercado financeiro para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a chance predominante para março é de uma redução de meio ponto percentual da Selic, passando de 15% para 14,5% ao ano.

A diminuição dos juros favorece o segmento como um todo, já que reduz o apelo da renda fixa, incentivando a migração de recursos para ativos mais arriscados, como os fundos imobiliários, o que pode impulsionar a valorização das cotas.

Particularmente nos fundos de tijolo, a queda da Selic reduz a “taxa de desconto” usada para calcular o valor presente dos fluxos futuros de renda dos imóveis, elevando o valor estimado desses ativos. Além disso, juros menores facilitam o financiamento no setor imobiliário, tornando o custo do capital mais acessível e abrindo oportunidades para o mercado.

Esses fatores explicam por que as carteiras recomendadas permanecem equilibradas, com fundos de recebíveis ligados ao CDI e à inflação (IPCA), que asseguram dividendos mais previsíveis, junto a fundos ligados à economia real, com potencial de valorização em um ambiente favorável ao mercado.

Apostas dos principais bancos e corretoras

Santander

O Santander recomenda uma carteira diversificada, abrangendo os principais segmentos do IFIX, que é o índice referencial dos fundos imobiliários. O banco revisou a indicação do fundo PMLL11, subindo de manutenção para compra, e retirou os fundos DEVA11 e HCTR11 de sua cobertura.

FIIs indicados pelo Santander:
KNCR11, KNIP11, MXRF11, KNHY11, KNUQ11, RECR11, MCCI11, HGCR11, PCIP11, RBRR11 (Recebíveis)
HGLG11, BTLG11, XPLG11, BRCO11, LVBI11, VILG11, HSLG11 (Logística)
HGRE11, KORE11, TEPP11, RCRB11 (Lajes Corporativas)
KNRI11, TRXF11, GARE11, TVRI11, ALZR11, RBRP11 (Híbridos)
XPML11, VISC11, HGBS11, HSML11, PMLL11 (Shoppings)
KNHF11, BTHF11, RBRX11, MCRE11 (Multiestratégia)
HFOF11 (Fundo de Fundos)
HGRU11 (Renda Urbana)

BTG Pactual

A carteira do BTG para fevereiro possui maior concentração em fundos de recebíveis, porém também reforça sua posição em segmentos como lajes corporativas e logística. Entre os ajustes, o banco destacou o aumento nas posições dos fundos KNCR11, KNIP11, MCCI11, BRCR11 e PVBI11.

FIIs selecionados pelo BTG:
BTCI11, KNCR11, KNIP11, RBRR11, RBRY11, MCCI11 (Recebíveis)
VILG11, BRCO11, BTLG11 (Logística)
BRCR11, PVBI11 (Lajes)
HGBS11, GZIT11, HSML11 (Shoppings)
TRXF11 (Renda Urbana)

EQI Research

A EQI adota uma estratégia balanceada, combinando fundos de recebíveis para geração de renda com fundos de tijolo focados nos setores de shoppings e logística para valorização do capital.

FIIs indicados pela EQI:
BTCI11, RBRY11, VCJR11 (Recebíveis)
BTLG11, RBRL11, LVBI11 (Logística)
XPML11, HGBS11 (Shoppings)
GARE11, HGRU11 (Renda Urbana)
MANA11, MCRE11 (Multiestratégia)
RCRB11, HGRE11 (Lajes Corporativas)

Itaú BBA

O Itaú BBA também sugere uma carteira que combina fundos de recebíveis com exposição a setores como logística, shoppings e renda urbana. O banco ressalta que, enquanto os fundos imobiliários continuam interessantes para geração de renda, podem ganhar mais força diante da expectativa de queda nos juros.

FIIs apresentados pelo Itaú BBA:
HGRU11 (Renda Urbana)
HSML11, XPML11 (Shoppings)
BRCO11, BTLG11 (Logística)
KNRI11, RBRP11 (Híbridos)
PVBI11 (Lajes)
KNHF11 (Multiestratégia)
KNIP11, KNUQ11, KNCR11, RBRR11 (Recebíveis)

Conclusão

Com a perspectiva de redução da Selic, os fundos imobiliários entram em um novo ciclo, no qual a diversificação entre fundos de recebíveis e fundos de tijolo pode oferecer equilíbrio entre segurança na geração de renda e oportunidades de valorização das cotas. As recomendações das principais instituições financeiras indicam essa tendência, destacando os segmentos de logística, shoppings e renda urbana como apostas estratégicas para os próximos meses.

Fonte

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