União Europeia e Brasil Avançam Em Acordo Sobre Terras Raras

União Europeia e Brasil Avançam Em Acordo Sobre Terras Raras

União Europeia e Brasil avançam em acordo sobre terras raras, afirma presidente da Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira no Rio de Janeiro que a União Europeia está próxima de firmar um acordo com o Brasil para investimentos em minerais críticos como lítio, níquel e terras raras, considerados fundamentais para a transição energética e para a soberania estratégica do bloco europeu.

Essa declaração foi feita durante uma cerimônia que comemorou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, negociado por 25 anos e que representa uma parceria ampla entre os blocos econômicos.

Segundo Ursula von der Leyen, o entendimento político entre Brasil e UE sobre matérias-primas estratégicas está avançado e contempla investimentos conjuntos para garantir não apenas a transição para uma economia mais digital e sustentável, mas também a independência estratégica em um cenário mundial onde minerais acabam sendo usados como instrumentos de pressão geopolítica.

Embora os eventos envolvendo o acordo comercial do Mercosul sejam paralelos, a cooperação em minerais críticos tem um foco limitado às cadeias de fornecimento essenciais, buscando assegurar um relacionamento de benefício mútuo. A líder europeia destacou que o modelo europeu para esses negócios envolve padrões elevados de transparência, respeito ambiental e garantias de que as comunidades locais serão as maiores beneficiadas pelos valores gerados.

Interesse estratégico nos recursos do Brasil

O movimento da União Europeia para assegurar parceria com o Brasil vem em um momento de intensificação da competição global por minerais estratégicos. Os Estados Unidos também vêm demonstrando interesse nas reservas brasileiras, especialmente nas terras raras, cujo Brasil detém a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da China.

As terras raras envolvem um grupo de 17 elementos químicos amplamente utilizados na fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, semicondutores, equipamentos médicos e aplicações militares. Apesar disso, a maior parte da extração brasileira ainda é exportada sem a indústria de processamento local, limitando o valor agregado no país.

UE e Estados Unidos buscam diversificar fornecedores para reduzir dependências, especialmente em relação à China, que lidera o mercado de refino e processamento desses minerais. Dessa forma, o subsolo brasileiro ganhou destaque na geopolítica contemporânea.

Durante o evento, Ursula von der Leyen classificou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia como uma parceria vantajosa para todas as partes, expressando otimismo ao final, ao dizer em português: “Todo mundo beneficiado é realmente um ganha-ganha. Esse é o jeito europeu de fazer negócio. E quero dizer, do fundo do meu coração: obrigada, amigo. O melhor está por vir.”

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