{"id":2392,"date":"2025-12-03T07:31:07","date_gmt":"2025-12-03T10:31:07","guid":{"rendered":"https:\/\/startrico.com.br\/noticias\/imposto-sobre-dividendos-impacta\/"},"modified":"2025-12-03T07:31:07","modified_gmt":"2025-12-03T10:31:07","slug":"imposto-sobre-dividendos-impacta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/startrico.com.br\/noticias\/imposto-sobre-dividendos-impacta\/","title":{"rendered":"Imposto Sobre Dividendos Impacta Mercado e Impulsiona ETFs de Dividendos"},"content":{"rendered":"<h2>Imposto sobre dividendos na Bolsa impulsiona interesse em ETFs de dividendos para 2026<\/h2>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o de uma tributa\u00e7\u00e3o de 10% sobre os dividendos pagos por a\u00e7\u00f5es, sancionada recentemente, tem provocado mudan\u00e7as nas estrat\u00e9gias de remunera\u00e7\u00e3o das companhias listadas na Bolsa para o ano de 2026. Embora o tributo incida apenas sobre rendimentos que ultrapassem R$ 50 mil por m\u00eas ou R$ 600 mil ao ano, o mercado j\u00e1 observa um movimento dos investidores em busca de alternativas para gerar renda passiva e ampliar a diversifica\u00e7\u00e3o de seus portf\u00f3lios, levando os ETFs de dividendos a ganharem maior aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Igualdade tribut\u00e1ria entre a\u00e7\u00f5es e ETFs traz novas din\u00e2micas para o mercado<\/h2>\n<p>Especialistas ouvidos destacam que a nova tributa\u00e7\u00e3o promove uma equipara\u00e7\u00e3o entre os investimentos em a\u00e7\u00f5es e em ETFs que pagam dividendos, mas levantam quest\u00f5es sobre o real impacto disso no ambiente financeiro. Fundos de \u00edndice (ETFs) vinculados a carteiras de ativos negociados na Bolsa, especialmente os que dividem lucros regularmente, foram lan\u00e7ados em 2023, contudo, tiveram crescimento discreto devido \u00e0 cobran\u00e7a de 15% de imposto sobre seus proventos, o que limitou a expans\u00e3o do segmento, mesmo em um pa\u00eds onde os dividendos s\u00e3o bastante valorizados.<\/p>\n<p>O gestor Renato Eid Tucci, do Ita\u00fa Asset Management, comenta que embora a tributa\u00e7\u00e3o de 10% sobre dividendos altos iguale a carga fiscal entre a\u00e7\u00f5es e ETFs, o desafio principal est\u00e1 em convencer investidores a adotar ETFs de dividendos. Ele destaca tr\u00eas benef\u00edcios dessa modalidade: a sele\u00e7\u00e3o criteriosa das a\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o fundo, a diversifica\u00e7\u00e3o que o ETF proporciona ao reunir m\u00faltiplas pagadoras de dividendos e o fluxo constante de receita, uma vez que ETFs permitem distribui\u00e7\u00e3o mensal regular, independente dos calend\u00e1rios individuais das empresas.<\/p>\n<p>De acordo com Andr\u00e9s Kikuchi, CIO da Nu Asset e gestor do NDIV11, essa isonomia fiscal \u00e9 incompleta pois, para ele, ela deveria ocorrer por meio da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, permitindo \u00e0 escolha baseada no m\u00e9rito dos produtos e n\u00e3o pela tributa\u00e7\u00e3o extra. Ele ressalta que a cobran\u00e7a de 10% nos dividendos das a\u00e7\u00f5es pode n\u00e3o gerar um fluxo relevante para os ETFs de dividendos, tornando o cen\u00e1rio ainda incerto. J\u00e1 Renato Nobile, da Buena Vista Capital, adota uma postura mais c\u00e9tica, afirmando que a tributa\u00e7\u00e3o para dividendos acima de R$ 50 mil cria mais confus\u00e3o do que realmente gera movimento para os ETFs, e n\u00e3o visualiza possibilidade de redu\u00e7\u00e3o do imposto de 15% sobre os rendimentos dos ETFs.<\/p>\n<h2>Aspectos tribut\u00e1rios favorecem efici\u00eancia dos ETFs de dividendos<\/h2>\n<p>Um ponto crucial para entender a atratividade dos ETFs de dividendos \u00e9 a forma como eles s\u00e3o tributados. Os dividendos e juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) recebidos pelos fundos s\u00e3o isentos de impostos, sendo a tributa\u00e7\u00e3o aplicada apenas no momento da distribui\u00e7\u00e3o aos cotistas, com al\u00edquota de 15%. Isso evita a bitributa\u00e7\u00e3o e configura uma vantagem fiscal para esses fundos em compara\u00e7\u00e3o ao investimento direto em a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Leonardo Maranh\u00e3o, especialista em ETFs e s\u00f3cio da Inv\u00e9s Finance, ressalta a efici\u00eancia fiscal do reinvestimento dos JCPs dentro dos fundos, o que proporciona diferimento tribut\u00e1rio e aumenta a efici\u00eancia dos ETFs, especialmente quando as a\u00e7\u00f5es distribuem grande parte de seus lucros por meio dessa modalidade.<\/p>\n<h2>Perspectivas otimistas para os ETFs de dividendos em 2026<\/h2>\n<p>Mesmo com o cen\u00e1rio pol\u00edtico de um ano eleitoral, juros elevados e novas regras tribut\u00e1rias, gestores consultados acreditam que 2026 ser\u00e1 o ano da consolida\u00e7\u00e3o dos ETFs que pagam dividendos. Kikuchi destaca que o mercado seguiu lan\u00e7ando produtos neste segmento em 2025, impulsionado tamb\u00e9m pela atua\u00e7\u00e3o dos assessores de investimento que buscam solu\u00e7\u00f5es eficientes e de baixo custo para seus clientes, fen\u00f4meno similar ao observado no exterior.<\/p>\n<p>Na Nu Asset, h\u00e1 o plano de amadurecer o patrim\u00f4nio do NDIV11 antes de lan\u00e7ar novos ETFs focados em renda no pr\u00f3ximo ano. Desde seu lan\u00e7amento, o NDIV11 j\u00e1 acumula um retorno superior ao Ibovespa e atingiu um n\u00famero expressivo de cotistas em seu primeiro ano. Renato Eid complementa que o n\u00famero de investidores e o volume sob gest\u00e3o devem crescer com mais for\u00e7a em 2026.<\/p>\n<p>Renato Nobile relaciona o crescimento esperado da ind\u00fastria a fatores como maior familiariza\u00e7\u00e3o com a classe de ETFs, a busca por diversifica\u00e7\u00e3o em ano eleitoral, a expectativa de redu\u00e7\u00e3o dos juros e entrada de grandes gestoras no segmento. Ele projeta migra\u00e7\u00e3o de investidores que estavam em multimercados e fundos de a\u00e7\u00f5es para ETFs focados em proventos.<\/p>\n<p>O analista Danilo Moreno, da Investo, tamb\u00e9m v\u00ea esse ano como uma \u00f3tima oportunidade para os ETFs de dividendos, que combinam efici\u00eancia, transpar\u00eancia e custos reduzidos. Ele refor\u00e7a o papel dos assessores e consultores financeiros na promo\u00e7\u00e3o dessa modalidade, destacando produtos da gestora que indicam exposi\u00e7\u00e3o a setores como bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunica\u00e7\u00f5es, com distribui\u00e7\u00e3o mensal de dividendos.<\/p>\n<h2>Teses e produtos que ganham prefer\u00eancia entre investidores<\/h2>\n<p>Dados da B3 e da Economatica apontam que os ETFs com dividendos sint\u00e9ticos, que combinam exposi\u00e7\u00e3o a bitcoin e ao \u00edndice S&#038;P 500, lideram a prefer\u00eancia dos investidores. Destacam-se tamb\u00e9m fundos como o NDIV11 do Nubank e QQQI11, que exp\u00f5e o investidor \u00e0s a\u00e7\u00f5es de tecnologia do Nasdaq 100.<\/p>\n<h3>Opini\u00e3o de analistas para 2026<\/h3>\n<p>Para Leonardo Maranh\u00e3o, os ETFs que geram dividendos sint\u00e9ticos, como os da Buena Vista que distribuem resultados via op\u00e7\u00f5es, oferecem diversifica\u00e7\u00e3o internacional e ganhos tribut\u00e1rios interessantes, especialmente em um ano eleitoral. A analista Priscilene Nunes, da Ticker Research, aponta o COIN11 e o QQQI11 como as principais apostas para 2026, com estimativas de dividend yield entre 20% a 24% para o primeiro e 12% a 15% para o segundo. Destaca o COIN11 por sua forte liquidez e potencial de gera\u00e7\u00e3o de renda recorrente mesmo em mercado vol\u00e1til.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/einvestidor.estadao.com.br\/investimentos\/etfs-de-dividendos-2026-tributacao-renda-projecoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fonte<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ETFs de dividendos ganham destaque ap\u00f3s o novo imposto sobre dividendos na Bolsa, atraindo investidores que buscam rentabilidade e diversifica\u00e7\u00e3o. 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