{"id":5768,"date":"2026-05-15T07:46:23","date_gmt":"2026-05-15T10:46:23","guid":{"rendered":"https:\/\/startrico.com.br\/noticias\/linguica-de-peixe-inovacao\/"},"modified":"2026-05-15T07:46:23","modified_gmt":"2026-05-15T10:46:23","slug":"linguica-de-peixe-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/startrico.com.br\/noticias\/linguica-de-peixe-inovacao\/","title":{"rendered":"Lingui\u00e7a De Peixe: Inova\u00e7\u00e3o Foodtech Da Bioeconomia Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<h2>Lingui\u00e7a de peixe e geleia de gengibre: a foodtech que nasceu em uma sala de aula no Amap\u00e1<\/h2>\n<h3>Empresa busca levar ao varejo alimentos feitos com pescado da Amaz\u00f4nia e ingredientes t\u00edpicos da regi\u00e3o, como tucupi e cupua\u00e7u<\/h3>\n<p>A bioeconomia da Amaz\u00f4nia esteve presente de diversas formas no Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026, realizado em Bel\u00e9m, com iniciativas que englobam reflorestamento, startups tecnol\u00f3gicas sustent\u00e1veis e neg\u00f3cios baseados na biodiversidade local. Em meio a esses projetos, um produto chamou aten\u00e7\u00e3o: a lingui\u00e7a feita a partir de pescado amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>Este alimento \u00e9 fruto da Amapesc, uma foodtech criada por professoras e estudantes do Instituto Federal do Amap\u00e1 (IFAP). O objetivo da empresa \u00e9 comercializar no varejo produtos elaborados com peixe amaz\u00f4nico e ingredientes regionais, como o tucupi e o cupua\u00e7u.<\/p>\n<p>Embora ainda em fase inicial, a startup j\u00e1 levantou R$ 50 mil para a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos e para montar sua estrutura produtiva. A previs\u00e3o \u00e9 iniciar as opera\u00e7\u00f5es ainda em 2026, ap\u00f3s a conclus\u00e3o dos tr\u00e2mites sanit\u00e1rios e regulat\u00f3rios necess\u00e1rios para a venda dos produtos.<\/p>\n<p>\u201cNossa startup come\u00e7ou dentro da academia\u201d, explicou a professora \u00c9lida Viana durante o evento em Bel\u00e9m. \u201cDesenvolv\u00edamos os produtos no instituto e, quando faz\u00edamos degusta\u00e7\u00f5es, as pessoas j\u00e1 queriam comprar.\u201d<\/p>\n<p>A origem da startup est\u00e1 em pesquisas sobre produtos derivados de pescado amaz\u00f4nico dentro do curso de tecnologia em alimentos no IFAP. Atualmente, o grupo conta com seis integrantes, entre professores, alunos e ex-alunos ligados \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Origem da ideia<\/h3>\n<p>A proposta da Amapesc \u00e9 transformar ingredientes t\u00edpicos da regi\u00e3o Norte em produtos mais pr\u00e1ticos e adequados ao consumo urbano. De acordo com \u00c9lida, foi identificado que o consumo de pescado sofre limita\u00e7\u00f5es ligadas ao preparo e ao tempo dispon\u00edvel das pessoas.<\/p>\n<p>\u201cNa regi\u00e3o Norte h\u00e1 o maior consumo de peixe do pa\u00eds, mas muita gente relata a dificuldade de preparar e a falta de tempo para cozinhar\u201d, disse a professora.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi adaptar o peixe para formatos populares no varejo, como lingui\u00e7as, bolinhos e defumados. A lingui\u00e7a de peixe, por exemplo, fica pronta em cerca de 20 minutos e pode ser preparada na air fryer ou assada, da mesma forma que as lingui\u00e7as tradicionais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos produtos \u00e0 base de peixe, a startup desenvolveu acompanhamentos inspirados em ingredientes amaz\u00f4nicos, destacando-se um molho agridoce feito com tucupi e cupua\u00e7u, uma geleia de gengibre e outra de abacaxi cultivado no Amap\u00e1.<\/p>\n<h3>De alunas a s\u00f3cias<\/h3>\n<p>Entre as s\u00f3cias da Amapesc est\u00e1 Jiullie Monteiro, ex-aluna da professora \u00c9lida e atualmente parceira no neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u201cTenho muito orgulho de ter sido professora delas e agora compartilhar a sociedade\u201d, afirmou \u00c9lida.<\/p>\n<p>O embri\u00e3o da startup ganhou for\u00e7a ap\u00f3s anos de pesquisa com peixes amaz\u00f4nicos e o desenvolvimento desses alimentos diferenciados. Inicialmente, quando as equipes apresentavam os produtos, notavam v\u00e1rias pessoas interessadas em adquirir o que experimentavam.<\/p>\n<p>Por enquanto, a produ\u00e7\u00e3o ocorre de forma artesanal, mas a empresa est\u00e1 estruturando sua pr\u00f3pria planta no Amap\u00e1 para a distribui\u00e7\u00e3o em larga escala no varejo.<\/p>\n<p>\u201cEstamos providenciando equipamentos e organizando o espa\u00e7o f\u00edsico para ampliar a produ\u00e7\u00e3o\u201d, comentou Jiullie.<\/p>\n<h3>Origem dos insumos<\/h3>\n<p>A Amapesc tamb\u00e9m pretende ser um neg\u00f3cio de impacto social, tendo em vista sua conex\u00e3o com a cadeia produtiva local da bioeconomia amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Segundo as fundadoras, a mat\u00e9ria-prima \u00e9 proveniente principalmente de cooperativas de pesca e agricultores familiares do Norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cMantemos uma forte parceria com cooperativas de pescadores e agricultores familiares\u201d, destacou Jiullie.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que nosso consumidor receba um produto que valorize tanto a responsabilidade social quanto ambiental.\u201d<\/p>\n<p>Inicialmente, a venda ser\u00e1 direcionada a supermercados e lojas especializadas em pescados no Amap\u00e1, com planos de expans\u00e3o para outras regi\u00f5es no futuro.<\/p>\n<h3>Pr\u00f3ximas etapas<\/h3>\n<p>Ainda em est\u00e1gio inicial, a startup prev\u00ea uma capacidade inicial de produ\u00e7\u00e3o em torno de 200 quilos por dia, o que equivale a aproximadamente tr\u00eas toneladas por m\u00eas.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem conversas com potenciais compradores interessados em volumes maiores, embora ainda n\u00e3o tenham sido formalizados contratos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos ainda engatinhando, mas h\u00e1 empresas interessadas em comprar toneladas semanalmente\u201d, relatou \u00c9lida.<\/p>\n<p>No momento, os produtos circulam principalmente em feiras, apresenta\u00e7\u00f5es e degusta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>O crescimento do ecossistema de bioeconomia no Amap\u00e1<\/h3>\n<p>A Amapesc integra um movimento crescente de neg\u00f3cios ligados \u00e0 bioeconomia no Amap\u00e1, um estado que vem apostando em valorizar sua biodiversidade atrav\u00e9s de produtos diferenciados.<\/p>\n<p>Um exemplo similar \u00e9 a Acmella Beauty, startup fundada pela farmac\u00eautica Mayara Pinheiro que cria cosm\u00e9ticos \u00e0 base de jambu, planta t\u00edpica da Amaz\u00f4nia conhecida pelo efeito de formigamento na pele. A empresa produz \u00f3leos, m\u00e1scaras faciais, xampus e hidratantes naturais, e ganhou destaque ao participar do programa Inova Amaz\u00f4nia, do Sebrae.<\/p>\n<p>Outro empreendimento da regi\u00e3o \u00e9 a Amazonly, que atua com bioativos amaz\u00f4nicos para os setores de cosm\u00e9ticos, f\u00e1rmacos e bem-estar, trabalhando com \u00f3leos e extratos de ingredientes como buriti, copa\u00edba e murumuru, al\u00e9m de apostar na rastreabilidade e sustentabilidade da cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Esse ecossistema tem sido fomentado por programas de acelera\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o voltados para a Amaz\u00f4nia. Conforme dados do Programa Priorit\u00e1rio de Bioeconomia (PPBio), iniciativas apoiadas j\u00e1 desenvolveram mais de 220 produtos e servi\u00e7os ligados \u00e0 floresta na Amaz\u00f4nia Legal, incluindo o Amap\u00e1.<\/p>\n<h3>Sobre o BAS 2026<\/h3>\n<p>Realizado nesta semana em Bel\u00e9m, o Bioeconomy Amazon Summit est\u00e1 em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, consolidado como um dos maiores eventos dedicados \u00e0 bioeconomia e aos neg\u00f3cios regenerativos na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O evento ocorre no Parque da Bioeconomia (Porto Futuro 2) e no Armaz\u00e9m 3 da Esta\u00e7\u00e3o das Docas, reunindo startups, investidores, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, pesquisadores e representantes dos setores p\u00fablico e privado para debater solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para a floresta e o clima.<\/p>\n<p>O BAS \u00e9 promovido pelo BAS Convergence Hub em parceria com o Jornada Amaz\u00f4nia, com co-realiza\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel e do projeto Sustenta e Inova, coordenado pelo Sebrae Par\u00e1, em colabora\u00e7\u00e3o com CIRAD, EMBRAPA e IPAM, al\u00e9m de contar com financiamento da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o tem patroc\u00ednios do Governo do Par\u00e1, Fundo Vale, Amabio e Instituto Ita\u00fasa, com apoio de diversas institui\u00e7\u00f5es e empresas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/negocios\/linguica-de-peixe-e-geleia-de-gengibre-a-foodtech-que-nasceu-em-uma-sala-de-aula-no-amapa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fonte<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lingui\u00e7a de peixe \u00e9 destaque da foodtech amaz\u00f4nica que une pescado e ingredientes regionais para o varejo 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