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Dario Durigan assume Ministério da Fazenda após saída de Haddad

O secretário-executivo Dario Durigan foi nomeado para liderar o Ministério da Fazenda até o término do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em decorrência da saída de Fernando Haddad, que vai concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2026.

A substituição foi oficializada na quinta-feira, 19 de março, último dia de Haddad à frente da pasta. O próprio Haddad confirmou a transição durante um evento em São Paulo, quando o presidente Lula apresentou Durigan como seu sucessor.

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Perfil e trajetória profissional de Dario Durigan

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição onde Haddad estudou, Durigan também detém mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília.

Durante sua graduação, realizou estágios no escritório Pinheiro Neto Advogados e no Ministério Público Federal. Entre 2011 e 2015, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, atuou como assessor na Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Prosseguindo na carreira, Durigan ocupou o cargo de advogado sênior na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020. No mesmo ano ingressou no WhatsApp, onde foi chefe de políticas públicas do Brasil até maio de 2023, quando foi convidado por Haddad para assumir a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, em substituição a Gabriel Galípolo, que foi nomeado para a diretoria do Banco Central.

Antes disso, Durigan já havia colaborado com Haddad entre 2015 e 2016, ocupando a função de assessor especial na Prefeitura de São Paulo.

Principais desafios de Durigan à frente da Fazenda

Como novo ministro, Durigan terá a responsabilidade de conduzir as políticas econômicas no período eleitoral e implementar o arcabouço fiscal aprovado em 2023. Entre as principais pautas está a regulamentação da reforma tributária, incluindo o início da vigência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 2027. Em 2026, deverá ser divulgada a normatização operacional para a fase de transição.

Outro tema em análise é o imposto seletivo, conhecido como “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarros, devido ao seu impacto social.

A meta fiscal estipulada para 2026 prevê um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a aproximadamente R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância prevista no arcabouço fiscal. O resultado será considerado alcançado com um saldo que pode variar entre zero e um superávit de até R$ 68,6 bilhões, sendo permitida a exclusão de despesas, inclusive de até R$ 57,8 bilhões referentes a precatórios.

Mesmo respeitando essas premissas, as contas públicas podem registrar déficit de até R$ 23,3 bilhões em 2026.

Durigan também terá que enfrentar o impacto da alta do preço do petróleo devido à guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do barril para acima de US$ 100, quando anteriormente estava em torno de US$ 72. Isso tem consequências diretas sobre a inflação e as taxas de juros.

Para amenizar esses efeitos, o Ministério da Fazenda já anunciou medidas como a redução de impostos e subsídios ao diesel.

Posição de Durigan no governo até a nomeação

Antes de assumir o Ministério da Fazenda, Dario Durigan ocupava, desde 2023, o posto de secretário-executivo, posição equivalente à segunda maior na equipe econômica do governo. Em sua atuação recente, participou da formulação de estratégias para o aumento da arrecadação e da articulação da reforma tributária sobre o consumo, além de conduzir negociações relacionadas às dívidas dos estados.

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