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Brasil se torna o 3º país mais complexo do mundo para negócios, revela ranking

Índice Global de Complexidade aponta que Brasil está atrás apenas da Grécia e do México

Em 2026, o Brasil alcançou a terceira posição entre os países com maior complexidade para a realização de negócios, conforme a última edição do Índice Global de Complexidade de Negócios (GBCI), divulgado em 12 de maio pela TMF Group, empresa que oferece serviços administrativos.

Essa colocação representa um retrocesso em relação a 2025, quando o país ocupava o sexto lugar no ranking que avalia 81 países e jurisdições responsáveis por mais de 90% da economia mundial.

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Ranking dos 10 países mais complexos para negócios em 2026

De acordo com o estudo, os países com maior complexidade para operar negócios são:

  • 1. Grécia
  • 2. México
  • 3. Brasil
  • 4. França
  • 5. Turquia
  • 6. Colômbia
  • 7. Bolívia
  • 8. Itália
  • 9. Argentina
  • 10. Peru

Locais com menor complexidade para negócios em 2026

Por outro lado, as jurisdições que oferecem menor complexidade para as operações empresariais são:

  • 1. Ilhas Cayman
  • 2. Dinamarca
  • 3. Jersey
  • 4. Hong Kong
  • 5. Holanda
  • 6. Nova Zelândia
  • 7. República Tcheca
  • 8. Ilhas Virgens Britânicas
  • 9. Malta
  • 10. Curaçao

Fatores que elevaram a complexidade no Brasil

Segundo a TMF Group, o Brasil apresenta uma “elevada complexidade estrutural” nas operações de negócios. Isso é resultado de várias características, como um sistema tributário multifacetado, mudanças frequentes em regulações e rigorosas exigências de compliance. Além disso, a coexistência de regras diversas e, por vezes, contraditórias nos níveis federal, estadual e municipal dificulta o ambiente operacional.

Esses desafios regulatórios impactam etapas fundamentais na vida das empresas, incluindo abertura, registros e processos de licenciamento. Santiago Ayerza, responsável pela TMF Group no Brasil, comenta que, apesar da perda de posições no ranking, tal movimento reflete transformações em curso, às quais o mercado ainda está se adaptando.

Nos últimos doze meses, a reforma tributária teve impacto direto, especialmente em empresas estrangeiras, modificando regras fiscais e cambiais. Essas alterações, embora necessárias para simplificar a burocracia, criaram camadas adicionais de complexidade. Novas mudanças são previstas ainda este ano em áreas como contabilidade, tributos, mercados de capitais e fundos.

Progresso no cenário brasileiro

De forma positiva, o índice destaca avanços na digitalização dentro do Brasil. A crescente utilização de assinaturas eletrônicas e sistemas de registros digitais tem acelerado processos e reduzido a carga administrativa.

Ayerza ressalta que a digitalização tem trazido ganhos expressivos em eficiência para o ambiente de negócios, ao mesmo tempo em que exige que as empresas se ajustem a novas normativas e dinâmicas operacionais.

Fonte

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