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Escalada De Trump Reduz Esperanças De Fim Rápido Da Guerra Do Irã

Escalada De Trump Reduz Esperanças De Fim Rápido Da Guerra Do Irã

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Expectativas de um desfecho rápido para a guerra no Irã diminuem após pronunciamento de Trump; preços do petróleo sobem

As perspectivas de um encerramento breve do conflito no Oriente Médio sofreram um revés nesta quinta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma intensificação dos ataques contra o Irã, desapontando investidores que aguardavam indicações mais concretas sobre um possível fim do confronto, que já dura um mês.

Os mercados reagiram negativamente: as ações caíram, o dólar valorizou-se e o petróleo atingiu preços mais altos após as declarações de Trump. Ele afirmou que a ofensiva militar seria ampliada nas próximas duas a três semanas, porém não especificou um prazo para a conclusão dos combates, os quais provocaram desordem no fornecimento mundial de energia e colocam em risco a economia global.

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Trump declarou durante discurso em horário nobre que os Estados Unidos estão perto de alcançar todos os seus objetivos militares no conflito e que planos para golpes contundentes aos iranianos serão executados em breve. Ele ameaçou levar o Irã “de volta à Idade da Pedra” e indicou a possibilidade de ampliar os ataques sobre a infraestrutura energética e petrolífera do país caso Teerã não ceda às exigências norte-americanas nas negociações.

O Irã respondeu com uma ameaça firme, prometendo revides mais fortes e abrangentes contra os Estados Unidos e Israel. Segundo Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya, o conflito perdurará até que os inimigos de Teerã se arrependam e se rendam de forma definitiva, conforme divulgado pela mídia iraniana.

Impactos no mercado e situação militar

O preço do petróleo do tipo Brent subiu cerca de 6%, alcançando US$107,69 por barril, refletindo a incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota de energia internacional afetada pela guerra. As bolsas de valores também registraram quedas significativas, com futuros estadunidenses caindo 1,3% e europeus mais de 2%. No mercado asiático, o índice Nikkei recuou 2,4%, e o MSCI para a região Ásia-Pacífico caiu acima de 2%.

Analistas afirmam que o discurso de Trump não tranquilizou investidores, que se questionam sobre quando o conflito será resolvido. A escalada hostil prosseguiu, com relatos do exército israelense sobre mísseis disparados pelo Irã contra seu território e incidentes envolvendo drones interceptados na Arábia Saudita e mísseis afastados de uma área econômica em Abu Dhabi, causando danos menores.

A embaixada americana em Bagdá alertou seus cidadãos para deixarem o Iraque, diante da possibilidade de ataques nos próximos dias por milícias alinhadas ao Irã na capital iraquiana.

Desde o início das ações militares em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, tensões cresceram na região, com retaliações iranianas a países vizinhos e bases norte-americanas, abrindo uma nova frente no Líbano. O Irã praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito global, pressionando os custos energéticos e afetando a popularidade de Trump a poucos meses das eleições legislativas.

Declarações de Trump e repercussões internacionais

Embora reconhecendo o aumento temporário nos preços dos combustíveis nos EUA, Trump afirmou que o país não depende do Estreito de Ormuz e instou os países que necessitam do petróleo a buscarem alternativas, inclusive incentivando-os a tomarem a iniciativa de reabrir essa passagem marítima. Ele atribuiu a alta do custo do combustível aos “ataques terroristas selvagens do Irã contra navios petroleiros comerciais”.

Na mesma linha, o Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Agência Internacional de Energia alertaram sobre os impactos globais da guerra, apontando para efeitos assimétricos e significativos, prometendo coordenar respostas, incluindo suporte financeiro para os países mais prejudicados.

Em entrevista à Reuters na quarta-feira, Trump afirmou que as ações conjuntas dos Estados Unidos e Israel impediram o Irã de desenvolver armas nucleares, destacando que permanecerá vigilante contra qualquer ameaça emergente. Ele descreveu como “vitórias rápidas, decisivas e esmagadoras” os avanços militares recentes e assegurou que as capacidades do regime iraniano para ameaçar a América ou projetar poder externo estão sendo desativadas sistematicamente.

De sua parte, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou em carta ao povo americano não nutrir hostilidade contra os cidadãos dos EUA. Apesar disso, o Irã negou pedidos de cessar-fogo, exigindo garantias para interromper seus ataques e ressaltando que não há negociações em curso via intermediários. Algumas fontes indicam que Islamabad tentou propor uma trégua temporária, mas não recebeu resposta de nenhum dos lados do conflito.

Possíveis desdobramentos e tensão geopolítica

O vice-presidente americano JD Vance teria se comunicado com representantes paquistaneses e sinalizado que Trump estaria aberto a uma trégua caso algumas condições fossem aceitas. Contudo, Trump também sugeriu que o conflito poderia ser finalizado em breve, mesmo sem acordo, e criticou aliados da Otan, ameaçando uma possível retirada do bloco por falta de apoio.

A França, por sua vez, afirmou que qualquer operação da Otan no Estreito de Ormuz configuraria violação do direito internacional. Em seu discurso, Trump não mencionou diretamente a Otan, mas exortou os países consumidores de petróleo a comprarem dos EUA ou a demonstrarem coragem para agir, inclusive chegando a sugerir uma ação direta para tomar o controle do Estreito.

Segundo ele, o Irã estaria praticamente dizimado, sendo o momento mais fácil da guerra, após a parte mais difícil já ter sido vencida.

Fonte

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