EXCLUSIVA: Estratégias da The Best Açaí para expandir faturamento e dominar os EUA
Metas ambiciosas de crescimento para 2026
A brasileira The Best Açaí, após alcançar a marca de R$ 1 bilhão em receita em 2025, tem como objetivo aumentar esse valor para R$ 1,5 bilhão em 2026, paralelamente focando na expansão internacional, especialmente nos Estados Unidos. O plano de crescimento envolve a melhoria da eficiência das unidades existentes, ampliação da rede de franquias e adaptação do modelo de negócio para novos mercados. A empresa também está investindo em diversificação do portfólio e nos canais de venda para intensificar a frequência de consumo e sustentar a expansão.
Modelo de negócio e operacional
Segundo Sérgio Kendy, sócio-fundador e CEO da The Best Açaí, alcançar o faturamento de R$ 1 bilhão foi um evento marcante, que impulsiona a empresa a fortalecer sua estrutura para o próximo ciclo de crescimento. A rede opera com um modelo padronizado e altamente replicável, que alia preço acessível, variedade de produtos e experiência de consumo para fomentar a recorrência e consolidar a base cliente. Kendy destaca que esse modelo é escalável e, aliado à rápida expansão, mantém o ritmo de crescimento.
A empresa também busca identificar mudanças no comportamento do consumidor para ajustar sua oferta por meio de campanhas sazonais e lançamentos alinhados às demandas do público, valorizando o custo-benefício e a qualidade do produto, o que amplia o acesso e aumenta a frequência das compras.
Expansão por franquias
O crescimento geográfico é um dos pilares básicos da estratégia. Atualmente, a rede opera com mais de 800 unidades no Brasil e Paraguai, e tem o objetivo de atingir 1.000 lojas até o final de 2026. Para isso, a previsão é lançar cerca de 300 novas franquias, focando em ampliar a capilaridade e alcançar ganhos de escala em áreas já cobertas.
A empresa prioriza o fortalecimento da base atual de franqueados, incentivando os operadores que apresentam bom desempenho a abrirem novas unidades. Isso reduz riscos operacionais e torna a expansão mais previsível, apoiada em operadores que já dominam o modelo. Além disso, o formato é valorizado por sua simplicidade operacional e pelo rápido retorno do investimento, que pode acontecer em menos de 14 meses, muito abaixo da média do mercado, que pode chegar a 48 meses.
Foco na eficiência e novas estratégias de crescimento
Mais do que abrir novas lojas, a The Best Açaí aposta em elevar a produtividade das unidades atuais. O crescimento projetado para 2026 está alicerçado no aumento das vendas por loja e na melhoria da eficiência operacional. Conforme explica Sérgio Kendy, o foco está no incremento das vendas nas mesmas lojas (_same-store sales_). O canal de delivery tem ganha importância como suporte, ampliando o alcance dos consumidores sem necessidade de expansão física na mesma proporção, contribuindo diretamente para o faturamento.
A marca também trabalha na ampliação do portfólio, lançando novos produtos e iniciativas comerciais para aumentar a frequência de compra e expandir os momentos de consumo, ultrapassando as ocasiões tradicionais.
Expansão internacional: foco nos Estados Unidos
A internacionalização é vista como o próximo passo para o crescimento da companhia. Depois de começar a operar no Paraguai, a The Best Açaí concentra esforços na entrada nos Estados Unidos, mercado considerado fundamental para validar o modelo de negócio. A inauguração do primeiro escritório na Flórida reforça essa estratégia, posicionando a marca em uma região onde o produto tem forte aderência e conta com consumidores familiarizados com o açaí.
O avanço no mercado americano exige adaptações operacionais, regulatórias e do portfólio. As normas sanitárias locais são mais rígidas, o que impacta no tempo para implantação das unidades, que pode chegar a nove meses. Além disso, o posicionamento do açaí é ajustado para se enquadrar mais no conceito de “health food”, exigindo adequações na oferta e na experiência proporcionada.
Principais desafios e fatores externos
Apesar da perspectiva positiva, a The Best Açaí reconhece que enfrenta desafios significativos para atingir a meta de R$ 1,5 bilhão em 2026. O principal risco é o cenário macroeconômico, com inflação e aumento de custos que podem elevar o preço final e impactar o volume de vendas. Outro desafio relevante é sustentar a qualidade operacional durante a expansão acelerada, especialmente com a abertura planejada de centenas de unidades em curto espaço de tempo.
O clima também pode afetar o desempenho comercial. Eventos como El Niño e La Niña influenciam diretamente o consumo de produtos gelados, podendo tanto impulsionar quanto prejudicar as vendas ao longo do ano.
Mercado e perspectivas
O mercado de açaí no Brasil continua em crescimento, com projeção anual de incremento entre 6% e 8% até 2027. A The Best Açaí afirma que sua taxa de crescimento supera em cerca de dez vezes a média do setor. A companhia mantém foco no seu core business, sem diversificação para outras categorias fora do segmento de açaí e produtos gelados, acreditando que há amplo espaço para expansão dentro desse segmento com novas combinações e produtos.
A empresa entende que o avanço do setor abre caminho para seu crescimento, mas destaca que o diferencial estará na execução eficiente e na capacidade de captar a demanda de maneira mais eficaz.



