Ibovespa fecha abril próximo da estabilidade após alta de 1,39%, enquanto dólar recua para R$ 4,95
Na última quinta-feira (30), o índice Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, apresentou uma recuperação após seis sessões consecutivas de queda, elevando-se 1,39% e fechando em 187.317,64 pontos. Com isso, o mês de abril teve desempenho quase estável, com ligeira queda acumulada de 0,08%.
Esse movimento positivo foi parcialmente influenciado pela melhora do ambiente internacional. Notícias recentes indicaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia implementar um novo plano para a reabertura do Estreito de Ormuz, apesar de manter o bloqueio a portos iranianos. Anteriormente, havia expectativa de que o fechamento do canal duraria vários meses, o que aumentava a aversão ao risco no mercado global.
Internamente, os investidores absorveram o resultado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu por reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para 14,50%. O comunicado do Banco Central destacou que ainda há incertezas sobre a duração e a profundidade do ciclo de ajustes na taxa de juros, uma mensagem que foi interpretada de maneira mais tranquila do que o mercado previa, especialmente diante das repercussões do conflito no Oriente Médio.
Dados de desemprego e desempenho do Ibovespa
Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do desemprego referente ao trimestre encerrado em março, apontando aumento da taxa para 6,1%. Apesar dessa alta, trata-se do menor índice registrado para o período desde o início da série histórica em 2012.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre 184.758,66 pontos no menor momento do dia e 187.920,77 pontos na máxima intradiária. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 28,7 bilhões.
Ações com maior valorização e desvalorização
As principais altas do dia ficaram com as ações:
- HAPV3: valorização de 5,45%, cotadas a R$ 12,39
- CPFE3: alta de 4,38%, negociadas a R$ 48,93
- TIMS3: aumento de 3,79%, a R$ 25,75
- USIM5: avanço de 3,63%, cotadas a R$ 8,29
- VIVA3: crescimento de 3,45%, a R$ 25,81
Já entre as maiores quedas destacaram-se:
- SUZB3: recuo de 2,18%, negociadas a R$ 43,84
- HYPE3: baixa de 0,88%, a R$ 22,53
- KLBN11: queda de 0,74%, cotadas a R$ 17,48
- IGTI11: leve desvalorização de 0,11%, a R$ 27,50
Comportamento do dólar e bolsas norte-americanas
O dólar comercial encerrou o dia em R$ 4,95, representando uma retração de 0,99% frente ao real, atingindo o menor nível desde março de 2024, após ter retornado ao patamar de R$ 5 no dia anterior.
Nas bolsas de Nova York, os resultados das grandes empresas de tecnologia começaram a ser divulgados e animaram os investidores, mesmo após o Federal Reserve ter divulgado comunicado considerado menos otimista quanto à política de juros nos EUA. O índice Dow Jones subiu 1,62%, o S&P 500 teve alta de 1,02% e o Nasdaq avançou 0,89%.
Esses movimentos positivos refletiram também nos desempenhos semanais e mensais dos índices, com o Dow Jones acumulando alta de 0,86% na semana e 7,14% no mês, o S&P 500 aumentando 1,02% na semana e 10,53% no mês, e o Nasdaq certificado avanço de 0,22% na semana e 15,29% no mês.



