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Iguatemi IGTI11 Registra Lucro de R$ 239,5 Milhões no 1T26

Iguatemi IGTI11 Registra Lucro de R$ 239,5 Milhões no 1T26

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Iguatemi (IGTI11) registra alta de 110% no lucro do 1T26, alcançando R$ 239,5 milhões

A Iguatemi, controladora de uma rede com 17 shoppings e outlets, contabilizou um lucro líquido ajustado de R$ 239,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 110% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Ganho de capital impulsiona resultados

Esse desempenho robusto foi impulsionado por um ganho de capital de R$ 144,5 milhões resultante da venda de participações minoritárias em quatro shoppings — Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas — realizadas no início de 2026. Essa ação faz parte da estratégia da empresa de focar seus investimentos nos empreendimentos mais lucrativos.

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Além disso, as principais receitas da Iguatemi cresceram, englobando locação de lojas, estacionamento, taxa de administração e operações de varejo, o que compensou o aumento das despesas financeiras motivadas pelos juros elevados. O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Guido Oliveira, afirmou: “Foi um trimestre excelente. Observamos aumento das vendas dos lojistas, reajuste de aluguéis acima da inflação e ganho de capital com a venda de ativos.”

Indicadores financeiros

O Ebitda ajustado atingiu R$ 405,2 milhões, um acréscimo de 65,9% ano a ano, com margem Ebitda de 109,9%, elevação de 35,8 pontos percentuais. O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e itens não caixa) alcançou R$ 274,7 milhões, crescimento de 98,4%, enquanto a margem FFO subiu para 74,5%, forte melhora de 32,5 pontos percentuais. Estes valores foram calculados desconsiderando o efeito da linearização, ajuste contábil na apuração das receitas de locação.

Crescimento das receitas

A receita líquida totalizou R$ 361 milhões, alta de 14,5%. A receita proveniente da locação de espaços nos shoppings subiu 6,3%, para R$ 265,8 milhões, valorizada pelo reajuste contratual, valores mais altos nos contratos renovados e aumento na quantidade de lojistas.

A receita com estacionamento cresceu 5,5%, alcançando R$ 63,4 milhões, enquanto a taxa de administração teve alta de 19,2%, totalizando R$ 22,9 milhões. Revolvendo para o setor de varejo, que inclui o marketplace Iguatemi 365 e lojas próprias, a receita chegou a R$ 56,7 milhões, valorização de 59% graças à ampliação do portfólio de marcas, incluindo recentemente Polo Ralph Lauren e Birkenstock.

Custos e endividamento

Os custos operacionais do período atingiram R$ 70,6 milhões, e as despesas gerais e administrativas aumentaram 2,8%, chegando a R$ 36,9 milhões. O resultado financeiro líquido refletiu um custo maior com juros, registrando despesa líquida de R$ 100,7 milhões, um crescimento de 27% frente ao ano anterior, devido ao ambiente de juros elevados.

A dívida líquida da Iguatemi encerrou o trimestre em R$ 1,9 bilhão, uma redução de 13,9% frente ao último trimestre de 2025. A relação de alavancagem, medida pela dívida líquida sobre o patrimônio líquido, diminuiu para 1,29 vez, contra 1,68 vez no período anterior.

Aumento nas vendas e produtividade

As vendas totais dos shoppings Iguatemi somaram R$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 12,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. As vendas nas mesmas lojas, consideradas com mais de um ano de operação, evoluíram 5,2%, enquanto os aluguéis dessas mesmas unidades tiveram alta de 6%.

Foi registrado crescimento de 7,7% do faturamento por metro quadrado, chegando a R$ 8,2 mil, e os aluguéis por metro quadrado subiram 8,8%, para R$ 667.

A Iguatemi reforçou seu portfólio com as aquisições dos shoppings RioSul, Pátio Paulista e Higienópolis, cujas vendas são reconhecidas entre as mais elevadas no país. Em contrapartida, a empresa desinvestiu em ativos menos relevantes, melhorando a produtividade geral das vendas.

Guido Oliveira destacou: “Nos desfizemos dos ativos menos resilientes para focar nos ‘trophy assets’ (ativos de destaque). Dos 15 maiores shoppings do Brasil, seis pertencem à Iguatemi.”

A taxa de ocupação dos shoppings subiu para 97,3% no início de 2026, contra 96,6% do ano anterior. O índice de inadimplência líquida dos lojistas caiu para 0,7%, ante 1,4% no mesmo comparativo.

Fonte

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