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Empresas Que Lucram Bilhões Com A Guerra No Irã

Empresas Que Lucram Bilhões Com A Guerra No Irã

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Empresas que lucram bilhões com o conflito no Irã

Enquanto famílias em todo o mundo enfrentam os prejuízos provocados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, certas empresas estão registrando lucros expressivos. O fechamento do estreito de Ormuz, feito pelo Irã, tem elevado o custo de vida e impactado os orçamentos de empresas, famílias e governos. Contudo, alguns setores se beneficiam da instabilidade econômica, conseguindo altos ganhos durante o conflito.

O principal reflexo econômico global do conflito até agora foi o intenso aumento nos preços da energia. Cerca de 20% do petróleo e gás mundial passam pelo estreito de Ormuz, que teve seu tráfego interrompido no final de fevereiro, causando grande volatilidade nos mercados energéticos.

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1. Petróleo e gás

A guerra provocou oscilações bruscas nos preços da energia, favorecendo algumas das maiores companhias de petróleo e gás do mundo. As principais beneficiadas são as gigantes petrolíferas europeias, que contam com setores especializados em trading — compra e venda de ativos — e que capitalizaram essa alta volatilidade nos preços.

A BP (British Petroleum), por exemplo, mais do que dobrou seu lucro no primeiro trimestre, alcançando US$ 3,2 bilhões (aproximadamente R$ 15,7 bilhões), graças ao desempenho excepcional dessa divisão. A Shell também superou as estimativas dos analistas, reportando lucro de US$ 6,92 bilhões (cerca de R$ 33,9 bilhões) no primeiro trimestre.

A TotalEnergies viu seus ganhos crescerem quase 33%, chegando a US$ 5,4 bilhões (R$ 26,4 bilhões) no mesmo período, impulsionada pela volatilidade dos mercados. Em contrapartida, as norte-americanas ExxonMobil e Chevron apresentaram queda nos lucros em comparação ao ano anterior, devido à interrupção do fornecimento oriundo do Oriente Médio. No entanto, ambas superaram as expectativas dos analistas e aguardam crescimento futuro com os preços do petróleo ainda altos.

2. Grandes bancos

Os maiores bancos mundiais também expandiram seus lucros após o início dos conflitos. O JP Morgan, por exemplo, alcançou receita recorde de US$ 11,6 bilhões (em torno de R$ 56,8 bilhões) em operações de trading, ajudando a garantir o segundo maior lucro trimestral da história da instituição.

O grupo dos seis maiores bancos – formado por JP Morgan, Bank of America, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo – reportou lucros totais de US$ 47,7 bilhões (aproximadamente R$ 233,4 bilhões) no primeiro trimestre deste ano. Segundo Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, o aumento da volatilidade nos mercados impulsionou o volume de operações de trading, beneficiando especialmente bancos como Morgan Stanley e Goldman Sachs.

Investidores, temendo uma escalada do conflito, venderam ações e títulos de maior risco e migraram recursos para ativos considerados mais seguros, fomentando a atividade dos grandes credores de Wall Street.

3. Setor de defesa

O setor de defesa é, tradicionalmente, um dos mais favorecidos em tempos de conflito. Segundo Emily Sawicz, analista sênior da consultoria RMS UK, a guerra evidenciou deficiências em sistemas de defesa aérea, acelerando os investimentos em proteção contra mísseis, combate a drones e renovação de equipamentos militares na Europa e nos Estados Unidos.

Além disso, os governos antevem a necessidade de renovar seus estoques de armamentos, elevando a demanda para fabricantes do setor. A BAE Systems, responsável por componentes de jatos de combate como o F35, divulgou em 7 de maio um forte crescimento esperado de vendas e lucros em 2026, citando as crescentes “ameaças de segurança” mundiais que estimulam os gastos governamentais em defesa.

Fabricantes importantes como Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman reportaram níveis recordes de pedidos acumulados até o fim do primeiro trimestre de 2026. No entanto, as ações dessas empresas, que valorizaram muito nos últimos anos, têm recuado desde meados de março, com receios de supervalorização no setor.

4. Energia renovável

O conflito também ressaltou a importância de diversificar a matriz energética e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Conforme Susannah Streeter, isso impulsionou o interesse nas fontes de energia renovável, inclusive nos Estados Unidos, onde o governo anterior incentivava fortemente os combustíveis fósseis.

A guerra fez com que os investimentos em energias verdes fossem vistos como essenciais para garantir estabilidade e resistência a choques futuros. Um exemplo destacado é a NextEra Energy, sediada na Flórida (EUA), cujas ações subiram 17% neste ano devido à adesão dos investidores à causa.

As empresas dinamarquesas Vestas e Orsted, focadas em energia eólica, também registraram aumento nos lucros, demonstrando como a instabilidade no Oriente Médio impulsiona o setor renovável.

No Reino Unido, a Octopus Energy observou um aumento significativo na venda de painéis solares e bombas de calor—os painéis solares tiveram alta de 50% em vendas desde o fim de fevereiro.

A alta nos preços dos combustíveis aumentou a procura por veículos elétricos, com destaque para os fabricantes chineses que estão capitalizando essa demanda.

Fonte

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