E se a Copa do Mundo fosse decidida pelo mercado de ações? Gana, a surpresa, seria campeã
Um exercício realizado pelo Bank of America Global Research imaginou um cenário em que a Copa do Mundo de 2026 não fosse decidida pelos resultados dos jogos em campo, mas sim pelo desempenho dos principais índices acionários dos países classificados para o Mundial, considerando a valorização em dólares desde o término da Copa do Catar em 2022.
Ao simular um tipo de “mata-mata financeiro” entre essas nações, o BofA concluiu que Gana sairia vitoriosa, superando economias maiores e mercados tradicionais. O mercado acionário ganês apresentou uma impressionante valorização de 351% desde 2022, garantindo a liderança nesse hipotético torneio.
Esse forte avanço refletiu uma combinação de fatores, como uma recuperação econômica favorável, reavaliação dos ativos após períodos de dificuldades e um maior apetite dos investidores por riscos em mercados considerados de fronteira (os chamados frontier markets). Embora esses ambientes sejam menos líquidos, eles costumam oferecer retornos significativos em fases de normalização econômica e melhores perspectivas.
Por outro lado, o Brasil, que teve uma valorização do mercado acionário de 100% em dólares no mesmo período, parou nas quartas de final nessa “competição”, sendo derrotado pela campeã hipotética Gana.
Esse exercício faz parte de uma série de rankings alternativos divulgados pelo Bank of America, que também avaliou vencedores baseados em outros critérios, como participação em energias renováveis, presença da geração Z na população, capacidade de data centers e investimentos na transição energética.
Enquanto projeções esportivas apontam França e Espanha como favoritas para a Copa de 2026 dentro dos gramados, Gana aparece como a grande campeã no cenário dos investidores, mostrando que, tanto no futebol quanto nos mercados, as surpresas sempre fazem parte do jogo.



