Com a Reforma Tributária, 43% das empresas de mobilidade esperam a diminuição de custos
Um levantamento realizado pela Edenred Mobilidade, envolvendo mais de 90 companhias do setor, revelou que a maioria das empresas do segmento de mobilidade no Brasil acredita que a Reforma Tributária trará ganhos em eficiência financeira. Segundo a pesquisa, 43% das organizações entrevistadas preveem uma redução nos seus custos operacionais decorrente das alterações no sistema tributário, enquanto 22% veem possibilidade de aumento das despesas. Além disso, 12% dos participantes consideram que a reforma não terá efeito significativo em seus negócios e 24% ainda não sabem qual será o impacto.
Entre as empresas que esperam economias, quase metade (49%) acredita que a redução será de até 5% nos custos operacionais, 36% visualizam uma queda entre 5% e 15%, e 15% estimam que o corte ultrapasse os 15%.
No grupo que prevê aumento dos custos, seis em cada dez esperam que esse crescimento fique entre 5% e 15%. Outros 20% preveem acréscimos inferiores a 5% e os demais 20% acreditam em elevações superiores a 15%.
A pesquisa também indicou que um dos principais desafios para as empresas, frente à implementação da Reforma Tributária, é a adaptação operacional. Como prioridade para essa transição, 80% dos respondentes destacaram a necessidade de investir em automação de processos. Em segundo lugar, 67% enfatizaram a importância de terem acesso a informações mais claras sobre as mudanças tributárias. Temas relacionados à execução da reforma, como a disponibilidade de equipes para conduzir essa adaptação, foram citados por 33%, e 24% mencionaram a necessidade de orçamento para incorporar novos processos.
Necessidade de modernização tecnológica
Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, comenta que a nova estrutura tributária deve ampliar a demanda por soluções digitais para a gestão fiscal e logística. Segundo ele, para manter a competitividade e preservar margens de lucro, empresas que administram frotas, abastecimento e custos logísticos necessitarão adotar ferramentas tecnológicas e processos automatizados.
O executivo ressalta que a exigência de maior rastreabilidade na emissão de documentos fiscais reforçará a importância da integração dos dados nas operações. “As companhias que estiverem mais preparadas serão aquelas capazes de converter os dados operacionais em inteligência de gestão, com processos conectados, automatizados e uma maior agilidade na tomada de decisão”, conclui.



