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Acordo UE-Mercosul Barateia Vinho, Queijo e Chocolate Europeu

Acordo UE-Mercosul Barateia Vinho, Queijo e Chocolate Europeu

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Acordo UE-Mercosul reduz preços de vinho, queijo e chocolate europeus no Brasil

Alguns produtos terão redução tarifária imediata, enquanto outros seguirão um cronograma de até 15 anos

Entrando em vigor na sexta-feira, 1º de maio de 2026, o maior acordo comercial já firmado inicia seu funcionamento provisório após mais de 25 anos de negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Sem precisar da ratificação individual dos 27 países europeus, o tratado agiliza a abertura de uma área de livre comércio que abrange mais de 700 milhões de consumidores e um PIB conjunto superior a 22 trilhões de dólares.

Conforme Tatiana Prazeres, secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, trata-se do maior acordo comercial da história, que promoverá a liberalização e abertura ao segundo maior parceiro comercial do Brasil. Aproximadamente 95% das importações europeias oriundas do Mercosul terão tarifas eliminadas.

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Para o Brasil, a oferta de mais de 5.000 produtos destinados à Europa terá tarifa zero a partir do início do acordo. Contudo, a redução é assimétrica: enquanto a União Europeia promove a maior parte de suas concessões já no começo do período, o Brasil deixará grande parte das suas tarifas serem reduzidas ao longo da transição, que em alguns casos pode levar até 15 anos, especialmente para itens industriais.

Principais produtos europeus com preços mais acessíveis no Brasil

O consumidor brasileiro começará a notar, de forma progressiva, a queda nos preços de importados provenientes da Europa, uma vez que a diminuição das tarifas ocorre conforme um cronograma que varia dependendo do produto, estendendo-se até um máximo de 15 anos.

Dentre os artigos mais esperados por esse processo, destacam-se queijos, vinhos e chocolates, que terão regras específicas e, inicialmente, limitações de volume que restringem os benefícios à frente.

Vinho

O impacto mais imediato ocorre no setor de vinhos, embora restrito a um determinado segmento. Atualmente, a taxa de importação para vinhos gira em torno de 20%, podendo variar para valores maiores conforme a classificação do produto.

Rótulos com valor aduaneiro igual ou acima de 8 dólares por litro passarão a entrar no Brasil sem cobrança de tarifa desde o primeiro dia do acordo. Vinhos com preços inferiores continuarão a pagar a alíquota vigente por 12 anos, com isenção total prevista somente para 2038.

Queijo

Atualmente, as tarifas sobre queijos variam de acordo com a categoria: muçarela, por exemplo, sofre cobrança próxima a 28%, enquanto o queijo azul paga cerca de 16%.

Sob o novo acordo, será adotado um sistema de cotas. Inicialmente, até 3.000 toneladas anuais gozarão de descontos progressivos, iniciando com 10% e caminhando até a eliminação da tarifa em 2036. Com o passar dos anos, esse volume aumentará gradativamente até atingir 30.000 toneladas por ano.

Chocolate

O chocolate europeu seguirá um ritmo intermediário baseado em cotas. Atualmente, a alíquota para esses produtos gira em torno de 20%.

No caso de tabletes e barras, a cobrança será reduzida gradualmente, atingindo metade até 2030, e praticamente chegando a zero em 2034. A partir de 2035, a tarifa será totalmente eliminada e as cotas deixarão de existir, permitindo entrada ilimitada desse produto.

Fonte

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