Anúncio
Anúncio
EUA Impõem Sanções ao Irã e Ameaçam Pedágio em Ormuz

EUA Impõem Sanções ao Irã e Ameaçam Pedágio em Ormuz

Anúncio
Anúncio

EUA impõem novas sanções ao Irã e alertam sobre pedágio no Estreito de Ormuz

Na última sexta-feira (1º), os Estados Unidos anunciaram sanções contra três casas de câmbio iranianas com o objetivo de enfraquecer o suporte financeiro de Teerã. Além disso, o Departamento do Tesouro americano alertou para possíveis penalidades futuras contra o sistema de pedágio que o Irã pretende implementar no estratégico Estreito de Ormuz, uma passagem essencial para o transporte global de petróleo.

Essa medida ocorre após bloqueios impostos pelo Irã no estreito, em reação a ataques conjuntos dos EUA e Israel ocorridos desde o final de fevereiro. O Departamento de Estado americano sancionou a Qingdao Haiye Oil Terminal Co., Ltd., acusada de importar dezenas de milhões de barris de petróleo bruto iraniano, proporcionando receitas bilionárias ao Irã.

Anúncio
Anúncio

O governo norte-americano destacou que continuará cobrando responsabilidades tanto do Irã quanto de seus parceiros que tentarem contornar as sanções, criminalizando qualquer transação que envolva os EUA por meio desse terminal localizado em Qingdao, no Mar Amarelo. Vale lembrar que, no ano anterior, outra empresa da região, a Qingdao Port Haiye Dongjiakou Oil Products Co., já havia sido alvo de sanções semelhantes.

Após o ataque americano-israelense no final de fevereiro, os preços do petróleo no mercado internacional sofreram alta significativa.

Novas tarifas impostas por Trump sobre veículos da União Europeia

No mesmo dia, o presidente Donald Trump anunciou a aplicação de tarifas de 25% sobre a importação de carros e caminhões oriundos da União Europeia para os Estados Unidos, com vigência a partir da próxima semana. Trump justificou a decisão como resposta à falta de cumprimento do acordo comercial firmado entre os dois blocos.

Segundo o republicano, veículos fabricados em solo americano ficarão isentos dessas tarifas. Em comunicado publicado na rede social Truth, Trump ressaltou o investimento recorde de mais de 100 bilhões de dólares em novas fábricas de automóveis e caminhões nos EUA, que estarão em breve inauguradas.

Contexto do acordo comercial entre EUA e União Europeia

O acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia foi firmado em julho do ano anterior, no cenário de imposição de tarifas americanas a diversos países. A União Europeia aceitou uma taxa de 15% sobre produtos importados nos EUA, após ameaça dos americanos de aplicarem uma tarifa de 30%.

Como contrapartida, o bloco europeu comprometeu-se a realizar investimentos de 600 bilhões de dólares na economia americana e comprar 750 bilhões em energia dos EUA, além de adquirir equipamentos militares dos Estados Unidos.

Negociações e salvaguardas no Parlamento Europeu

Em março, o Parlamento Europeu aprovou o acordo com 417 votos favoráveis e 154 contrários, embora tenha incluído algumas salvaguardas que refletem preocupações sobre o cumprimento do contrato pelos Estados Unidos. Entre elas estão cláusulas que permitem a caducidade, ativação futura ou suspensão do tratado.

O Parlamento europeu também requisitou a redução em 50% das tarifas impostas um mês após a assinatura do acordo de Turnberry, especialmente sobre aço e alumínio utilizados em produtos como turbinas eólicas e motocicletas.

Maros Sefcovic, comissário europeu para Comércio, qualificou a votação como um avanço importante que oferece maior segurança para as empresas do bloco. A delegação dos EUA na União Europeia também celebrou o resultado.

Atualmente, o Parlamento discute propostas para eliminar as tarifas sobre produtos industriais dos EUA, ampliar o acesso a produtos agrícolas americanos e manter a isenção tarifária sobre lagostas dos EUA, uma condição acordada ainda em 2020.

Antes da ratificação final, representantes do Parlamento europeu e dos governos dos países membros irão negociar os detalhes restantes do texto do tratado.

Fonte

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Rolar para cima