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Copom Reduz Selic Para 14,50% E Mantém Cautela Econômica

Copom Reduz Selic Para 14,50% E Mantém Cautela Econômica

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Copom realiza segunda redução consecutiva da Selic, agora em 14,50%

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou na quarta-feira, 29 de abril de 2026, um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que passou para 14,50% ao ano. Esta é a segunda diminuição consecutiva da Selic, com decisão unânime entre os membros do Banco Central.

No comunicado oficial, o Copom explicou que a decisão está alinhada com a estratégia de convergência da inflação em direção à meta ao longo do prazo relevante. Além de controlar a inflação, a medida visa também atenuar oscilações da atividade econômica e incentivar o pleno emprego.

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A movimentação da taxa foi amplamente esperada pelo mercado e tem entre seus principais fatores de atenção o conflito geopolítico no Oriente Médio. Esse cenário externo permanece incerto, especialmente pela indefinição sobre a duração e amplitude do conflito, o que impacta as condições financeiras globais e gera volatilidade nos preços de ativos e commodities. Em função disso, o Copom ressaltou a necessidade de cautela dos países emergentes diante dessas condições.

Impactos domésticos e projeções da inflação

Internamente, o comitê destacou que os indicadores de inflação vêm mostrando avanço, reflexo dos efeitos do conflito no Oriente Médio, que afeta a cadeia global de suprimentos e o custo das commodities. Atualmente, as projeções de inflação apresentam um afastamento maior em relação à meta dentro do horizonte considerado para a política monetária.

Por isso, o Copom indicou que as próximas decisões sobre a taxa Selic serão tomadas com “serenidade e cautela”, podendo incorporar novas informações que tragam maior clareza sobre a duração, intensidade e impactos do conflito na região, além de seus efeitos diretos e indiretos sobre os preços ao longo do tempo.

Reação do mercado à decisão

Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, avaliou que o Copom mostrou uma mudança importante no posicionamento em relação ao comunicado anterior, que indicava desaceleração da inflação. Agora, percebem-se sinais de aceleração no curto prazo, muito relacionados aos desdobramentos do conflito do Oriente Médio e ao aumento dos preços das commodities energéticas.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, considerou que o comunicado veio conforme as expectativas, adotando um tom mais cauteloso, mas sinalizando a possibilidade de novas reduções da taxa em encontros futuros. Segundo ele, o Banco Central demonstra intenção de continuar o ciclo de diminuição dos juros, porém de forma gradual, mantendo o compromisso com o ajuste monetário.

Para Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, esse ritmo gradual busca ganhar tempo para avaliar os impactos dos conflitos geopolíticos e seus efeitos secundários, principalmente as restrições na oferta de petróleo.

O conselheiro da ANCORD, Pablo Spyer, enfatizou que a redução da taxa Selic continuará, mas que o ritmo dependerá do cenário econômico, incluindo a inflação, o câmbio e o ambiente externo. Não se trata de cortes automáticos, mas de decisões condicionadas à evolução dos indicadores econômicos.

Em resumo, o Copom efetivou o corte esperado, porém deixou claro que não abrirá mão do combate à inflação, mostrando uma postura mais conservadora no discurso oficial.

Fonte

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