Ibovespa B3 avança 0,50% impulsionado por otimismo global relativo a acordo entre EUA e Irã; dólar atinge R$ 4,92
Na quarta-feira, 6 de maio de 2026, o Ibovespa B3 apresentou seu segundo dia consecutivo de alta, alcançando 187.690,86 pontos, um avanço de 0,50%. O movimento positivo veio em meio a um cenário global mais otimista, gerado pelas negociações que apontam para um possível acordo duradouro entre Estados Unidos e Irã. Embora ainda existam declarações severas vindas do presidente dos EUA, Donald Trump, investidores reagiram favoravelmente aos signals de progresso nas tratativas.
Os esforços de conciliação têm como protagonista principal o Paquistão, que comunicou avanços nas conversas, mesmo que o Irã ainda não tenha feito uma resposta formal às propostas americanas, considerando-as mais como uma lista de desejos do que uma realidade concreta. Além disso, a China se envolveu na dinâmica, solicitando que o Irã mantenha aberta a passagem pelo Estreito de Ormuz. Essas novidades fizeram com que os preços do petróleo caíssem significativamente, aproximando-se da casa dos US$ 101 por barril.
Comportamento do Ibovespa
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou, variando entre uma máxima de 188.674,36 pontos e uma mínima de 186.762,11 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 totalizou R$ 29,1 bilhões.
Valor das ações em destaque
As maiores valorizações do dia foram registradas pelos seguintes papéis:
- CEAB3, com alta de 7,41%, fechando a R$ 12,32;
- EMBJ3, que subiu 7,09%, negociado a R$ 84,31;
- VIVA3, com valorização de 7,05%, encerrando a R$ 28,53;
- CSNA3, que ganhou 6,86%, cotado a R$ 6,70;
- CURY3, com aumento de 6,76%, a R$ 31,44.
Por outro lado, as maiores quedas ficaram por conta das ações:
- TIMS3, que recuou 6,90%, a R$ 24,70;
- PRIO3, com perda de 4,26%, cotada a R$ 66,54;
- PETR3, que caiu 3,77%, negociada a R$ 51,52;
- PETR4, com desvalorização de 2,86%, a R$ 47,27;
- BEEF3, com baixa de 2,22%, fechando a R$ 3,97.
Valor do dólar e influências macroeconômicas
Após registrar o menor valor em mais de dois anos, o dólar comercial iniciou o dia em queda, mas inverteu a tendência e finalizou a quarta-feira em alta de 0,17%, cotado a R$ 4,92. Conforme análise do especialista Bruno Shahini, da Nomad Investimentos, o câmbio ajustou-se tecnicamente depois da forte valorização recente do real, que vem se estabilizando na faixa entre R$ 4,90 e R$ 4,95.
O fortalecimento da moeda brasileira é apoiado por um ambiente favorável para ativos de risco, fluxo positivo de capitais externos, preços do petróleo ainda elevados e a fraqueza do dólar em âmbito global.
Desempenho das bolsas em Nova York
O clima de otimismo internacional elevou as bolsas norte-americanas, reforçando a tendência positiva em sintonia com os bons resultados corporativos. Destaques:
- Dow Jones subiu 1,24%;
- S&P 500 avançou 1,46%;
- Nasdaq teve ganho de 2,03%.



