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O Que O Assaí Aprendeu Com Mercados Para Crescer R$ 84 Bi

O Que O Assaí Aprendeu Com Mercados Para Crescer R$ 84 Bi

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O que o Assaí aprendeu com os mercados dos EUA e da Europa para atingir R$ 84 bilhões em receita

Belmiro Gomes, presidente do Assaí, revela como referências internacionais, como a Costco nos Estados Unidos e redes varejistas na Europa, influenciaram o modelo que transformou esse atacarejo brasileiro em uma das principais varejistas do país.

Antes de consolidar o Assaí como um gigante do varejo nacional, Belmiro Gomes passou anos estudando as práticas mais eficientes do comércio mundial, buscando inspiração tanto no continente americano quanto no europeu. O objetivo não era uma mera cópia, mas compreender como diferentes formatos funcionam em mercados mais desenvolvidos e assim adaptar as estratégias para a realidade do consumidor brasileiro.

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Segundo o CEO, “aprendemos muito observando os mercados dos Estados Unidos e da Europa”, ressaltando que essa visão estrangeira foi fundamental para o crescimento da empresa.

Entre as principais referências está a Costco, a famosa rede de atacado americana, reconhecida por sua operacionalidade ágil e foco em vendas de grande volume. Na Europa, redes varejistas auxiliaram a construção de uma estratégia pautada em escala, produtividade e preços acessíveis.

Lições importantes dos mercados internacional para um formato adaptado ao Brasil

Nos EUA, com o exemplo da Costco, o Assaí absorveu conceitos essenciais, como:

  • Lucro baseado na escala e não em margens elevadas;
  • Operação simples e eficiente;
  • Venda em grandes volumes;
  • Negociação de preços vantajosos com fornecedores;
  • Foco rigoroso no controle de custos.

Essas práticas comprovam que é possível oferecer preços baixos e ainda assim ter um crescimento sólido.

Já na Europa, o aprendizado se concentrou na profissionalização do varejo, priorizando:

  • Alta eficiência operacional;
  • Produtividade das unidades;
  • Gestão estratégica de categorias;
  • Desenvolvimento de marcas próprias;
  • Enfatização da experiência dos clientes.

Uma particularidade destacada por Belmiro é a diversidade do público brasileiro. Enquanto grande parte dos mercados internacionais atende principalmente consumidores finais, o Assaí precisava atender tanto famílias como pequenos empreendedores – padarias, restaurantes, pizzarias e comércios variados – formando hoje uma base de cerca de 1 milhão de clientes empresariais, além dos aproximadamente 40 milhões de consumidores mensais.

“Aprendemos muito observando o exterior, mas sempre respeitando que o Brasil tem suas particularidades. Não é possível copiar um modelo e assumir que vai funcionar daqui diretamente.” Para melhor refletir essa abrangência, o atacarejo está eliminando gradualmente o uso do termo “Atacadista” para se identificar apenas como “Assaí”.

Origem do nome “Assaí”

O nome da empresa tem raíz internacional, derivado da cidade paranaense onde nasceu, região influenciada pela imigração japonesa. O termo é inspirado em “Asahi”, palavra japonesa que significa ‘sol nascente’.

Belmiro esclarece que a pronúncia correta são as duas sílabas com ênfase no “í”, exatamente como está grafada: Assaí.

Tecnologia e gestão: aprendizados globais aplicados às lojas

A busca por conhecimento ao redor do mundo não se limitou ao formato das lojas ou ao nome da empresa. Gomes relata que viagens frequentes foram feitas para mapear tendências tecnológicas, de controle de estoque, operação, atendimento e comportamento dos compradores, fatores que embasaram decisões estratégicas importantes.

Desde que assumiu a liderança do Assaí em 2011, Belmiro viu a companhia evoluir de um faturamento de cerca de R$ 3 bilhões e 6 mil funcionários para R$ 84,7 bilhões em receita e quase 90 mil colaboradores.

O modelo brasileiro do atacarejo

Para o executivo, o tipo de atacarejo vigente no Brasil representa uma evolução dos formatos tradicionais americanos e europeus. Antes considerado um segmento focado no varejão para classes econômicas mais baixas, o Assaí buscou ampliar o alcance para atender também consumidores das classes médias e regiões centrais.

“Por muito tempo, o atacarejo era visto como algo restrito para baixa renda. Nosso propósito foi mostrar que ele pode contemplar todas as faixas sociais”, explica o CEO, que relaciona essa visão à compra em 2021 dos 66 pontos comerciais da rede Extra.

Atualmente, a rede está em transição para incorporar novos serviços, incluindo farmácias, ofertas financeiras, marcas exclusivas, marketplaces e até postos de combustível. Segundo Belmiro, o formato continua em constante evolução.

O maior ensinamento obtido ao observar os mercados mais desenvolvidos permanece claro para ele: “O mundo não será como imaginamos. Sobreviverá não o mais forte ou o mais inteligente, mas aquele que melhor se adapta às transformações.”

Entrevista completa

Confira a entrevista completa de Belmiro Gomes, CEO do Assaí, no programa “De frente com CEO”.

Podcast De frente com CEO | Assaí | Mercados | Estados Unidos (EUA) | Europa

Fonte

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