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FIIs Com Dividendos Acima Do CDI Com Selic A 14,50%

FIIs Com Dividendos Acima Do CDI Com Selic A 14,50%

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Selic em 14,50%: quais FIIs oferecem dividendos superiores ao CDI?

Mesmo com a taxa Selic fixada em 14,50% ao ano e o CDI girando em torno de 14,40%, alguns fundos imobiliários ainda conseguem entregam dividendos que superam esses índices, embora essa lista seja restrita. Uma análise realizada pelo InfoMoney, com base em dados da Economatica, identificou 11 fundos que possuem dividend yield (DY) projetado acima do CDI, considerando apenas aqueles com retorno total positivo no último ano, ou seja, fundos que não tiveram impacto relevante negativo em suas cotas.

O estudo considerou fundos integrantes do Ifix e calculou o DY usando os proventos distribuídos nos últimos 12 meses em relação à cotação atual, assumindo que tanto a política de distribuição de dividendos quanto o desempenho dos fundos permaneçam estáveis, o que não é garantido.

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Fundos imobiliários com dividend yield acima do CDI na Selic a 14,50%

Fundo DY projetado Retorno 1 ano Tipo
Cartesia Recebíveis (CACR11) 19,53% +0,86% Papel
Gazit Malls (GZIT11) 19,10% +6,82% Tijolo
Kinea Oportunidades (KORE11) 17,94% +1,11% Papel
Kilima Volkano (KIVO11) 17,48% +18,31% Papel
Life Capital Partners (LIFE11) 16,55% +15,79% Papel
Valora CRI CDI (VGIR11) 15,71% +21,93% Papel
Riza Akin (RZAK11) 15,67% +21,73% Papel
Habitasec (HABT11) 15,67% +9,47% Papel
Banestes CRI (BCRI11) 15,60% +8,78% Papel
BTG Pactual Shoppings (BPML11) 15,52% +37,66% Tijolo
RBR Crédito Imobiliário (RBRY11) 15,24% +15,15% Papel

Fonte: Economatica. Dividend yield calculado com base nos proventos dos últimos 12 meses sobre a cotação em 29/04/2026. Foram considerados apenas fundos do Ifix com retorno total positivo no período. A projeção considera manutenção da política de distribuições e resultados, o que não é garantido.

Perspectivas para os fundos imobiliários

Apesar do índice Ifix estar próximo de suas máximas, perto dos 4 mil pontos, analistas avaliam que ainda há espaço para valorizações. Marcos Baroni, responsável pela área de fundos imobiliários da Suno Research, destaca que “resiliência” é a característica marcante desses fundos, com expectativa de retornos em dividendos entre 10% e 12% ao ano para o índice, independentemente da oscilação dos preços no curto prazo.

Isabella Almeida, gestora de fundos imobiliários na Rio Bravo Investimentos, reforça que as cotas dos FIIs apresentam um desconto médio de aproximadamente 10% em relação ao valor patrimonial e podem chegar a 30% nos fundos corporativos de tijolo, representando um potencial adicional de ganho além dos dividendos. Por outro lado, Marx Gonçalves, líder da área de fundos listados da XP Research, aponta que um cenário de juros altos por um período prolongado dificulta uma reprecificação mais expressiva, apesar dos fundamentos sólidos do setor, como baixa vacância e controle da inadimplência — cenário que já estaria em boa medida precificado no mercado.

Predominância dos fundos de papel e destaque para o tijolo

A lista de FIIs com melhores dividend yields é amplamente dominada pelos fundos de papel, que aplicam principalmente em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e que se beneficiam diretamente da taxa Selic elevada. A maior parte desses fundos tem ativos indexados ao CDI ou ao IPCA, o que garante a sustentação dos dividendos enquanto o nível de juros permanecer alto.

Apesar disso, dois fundos do segmento de tijolo (BTG Pactual Shoppings, BPML11, e Gazit Malls, GZIT11), que investem em shopping centers, também figuram na relação, em ambos os casos devido a distribuições extraordinárias ocorridas nos últimos 12 meses.

O BPML11, por exemplo, pagou R$ 3,18 por cota em junho de 2025 referente à venda do Shopping Capim Dourado, localizado em Palmas, além de distribuir R$ 10,13 por cota em dezembro do mesmo ano, o que elevou seu dividend yield acumulado no período além dos níveis habituais. Desconsiderando esses eventos inespecíficos, o rendimento mensal ordinário do fundo é por volta de R$ 0,92 por cota. Atualmente, ele negocia com preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,76, inferior ao valor patrimonial de R$ 124,42 por cota.

Já o GZIT11 realiza distribuições mensais próximas de R$ 0,78 por cota, mas o dividendo caiu para R$ 0,42 em março de 2026, indicando que investidores que busquem renda previsível devem estar atentos. Esse fundo apresenta um desconto expressivo no mercado, negociando com P/VP de 0,49, abaixo do valor patrimonial de R$ 87,61 por cota, e sua carteira está concentrada em cinco shoppings na cidade de São Paulo.

Cuidados com fundos de papel

Alguns fundos de papel merecem atenção detalhada. O CACR11, que apresenta o maior dividend yield da lista, enfrentou dificuldade em setembro de 2025 quando o Banco Daycoval repricificou os CRIs correspondentes a quase 57% da carteira, fazendo a cotação despencar de R$ 82 para o mínimo de R$ 62. A gestora Cartesia Investimentos contestou essa avaliação e garantiu que o pagamento dos dividendos permaneceria conforme a meta (entre R$ 1,30 e R$ 1,40 por cota). O preço da cota voltou a cerca de R$ 81 em 2026, mas o episódio ilustra o risco de concentração em ativos atrelados ao setor de incorporação.

Outro exemplo é o VGIR11, administrado pela Valora, que possui quase toda sua carteira indexada ao CDI e é o que mais sofre com o início do ciclo de cortes na Selic. Em março de 2026, o provento caiu de R$ 0,13 para R$ 0,12 por cota, o menor patamar dos últimos oito meses, o que tende a indicar uma compressão gradual dos rendimentos conforme a taxa de juros básica continue diminuindo.

O RZAK11, gerido pela Riza Asset, opera com uma alavancagem bruta de 106,99% do patrimônio líquido por meio de operações compromissadas reversas, estratégia que aumenta o potencial de retorno, porém eleva também o risco. O dividendo pago em março de 2026 foi de R$ 1,05 por cota, o menor valor em dez meses.

Além do dividend yield

Embora o dividend yield projetado seja um importante ponto de partida para avaliação, não representa o único aspecto a ser considerado. Para fundos de papel indexados ao CDI, a redução da Selic deve pressionar os rendimentos para baixo progressivamente. Já para os fundos de tijolo que apresentam dividend yield elevado, deve-se distinguir o rendimento recorrente daqueles proventos que foram impactados por eventos pontuais como venda de ativos.

Portanto, a qualidade da seleção dos fundos permanece como fator determinante. Elementos como gestão eficiente, vacância controlada, níveis de alavancagem adequados e o perfil dos imóveis da carteira influenciam diretamente a capacidade do investidor em converter o dividend yield teórico em renda efetiva e constante ao longo do tempo.

Fonte

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