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Redução De Garrafas Coca-Cola É Estratégia Global, Não Governo Lula

Redução De Garrafas Coca-Cola É Estratégia Global, Não Governo Lula

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É falso que Coca-Cola tenha reduzido tamanho de garrafas devido ao governo Lula

Nas redes sociais, circulam mensagens afirmando que a Coca-Cola teria diminuído o tamanho das suas garrafas no Brasil em decorrência da perda do poder de compra da população durante o governo Lula. No entanto, essa informação é falsa.

A assessoria de imprensa da Coca-Cola esclareceu ao Fato ou Fake que não houve qualquer redução nas embalagens no mercado brasileiro, tampouco a decisão tem relação com o cenário político nacional. Segundo a empresa, o que ocorre é um ajuste em sua estratégia global de embalagens, que visa oferecer produtos que atendam diferentes públicos, preços e ocasiões de consumo.

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Publicações e exemplos de conteúdos falsos

Postagens em plataformas como X, Threads e Instagram sugerem que o governo Lula teria levado a empresa a diminuir o volume das garrafas, citando o exemplo da suposta redução da embalagem de 2 litros para 1,25 litro. Algumas mensagens viralizadas trazem frases como: “Efeito Lula: até a Coca-Cola diminuiu. Menos produto, mesmo preço” ou criticam o chamado “redeflação”, estratégia empresarial que seria usada para “enganar o consumidor”.

Porém, essas alegações estão incorretas.

Contexto e informações da empresa

A Coca-Cola afirmou que não pretende eliminar a garrafa de 2 litros nem interromper suas operações no Brasil. A companhia mantém um portfólio diversificado globally, com opções variadas de bebidas (com ou sem açúcar, com diferentes níveis de calorias), embalagens de vários tamanhos e faixas de preço para contemplar diferentes situações de consumo.

Sobre a embalagem de 1,25 litro, a empresa informou que esse formato não será comercializado no Brasil. Ele chegou a fazer parte do portfólio no país em 2010, mas foi descontinuado e, atualmente, sua oferta está prevista em outros mercados, como os Estados Unidos.

No mercado brasileiro, estão disponíveis diversas embalagens, incluindo garrafas de vidro retornáveis de 200 ml a 1 litro, garrafas de vidro não retornáveis de 250 ml, garrafas PET de 200 ml até 3 litros, PET retornável em regiões específicas e latas em variados tamanhos.

Comentário do presidente global da Coca-Cola

Henrique Braun, brasileiro que assumiu em março de 2026 a presidência mundial da Coca-Cola, declarou ao The Wall Street Journal que a empresa busca ampliar a oferta de embalagens menores em vários países para garantir a continuidade das vendas diante da inflação e da redução do poder de compra, especialmente nos Estados Unidos. A embalagem de 1,25 litro é uma dessas opções, porém somente para o mercado externo.

Resultados financeiros recentes

Em abril, a Coca-Cola divulgou seus resultados trimestrais para o início de 2026, exibindo desempenho acima do esperado. Na divisão da América do Sul, que inclui o Brasil, o volume de vendas subiu 3,6%, enquanto a receita atingiu aproximadamente 1,2 bilhão de dólares, equivalente a um aumento de 5% em comparação ao ano anterior.

Conclusão

Portanto, a alegação que atribui à gestão Lula a redução do tamanho das garrafas da Coca-Cola no Brasil é desmentida pela própria companhia. A mudança faz parte de uma estratégia global e não se relaciona com o governo brasileiro atual.

Fonte

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